Estudantes da Tailândia foram às ruas protestar contra o currículo escolar ultrapassado e regras discriminatórias envolvendo uniformes e cortes de cabelo. A manifestação é mais uma da onda de protestos que já acontece há uma semana no país.

A manifestação em Bangcoc marchou até o Ministério da Educação. Alunos de várias idades, a maioria do ensino médio, carregavam cartazes de protesto e bandeiras da comunidade LGBT+. A principal reivindicação foi relacionada a diferença que é imposta entre uniformes de de meninos e meninas.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

“E os alunos de outros gêneros? Isso é algo que o Ministério precisa considerar porque é normal ser diferente”, afirmou Panupong Suwannahongum, de 19 anos, um dos organizadores da manifestação. “O uniforme escolar segrega os gêneros dos alunos”.

Uma das estudantes, Pimchanok Nongnual, chegou inclusive a raspar o cabelo na frente do prédio do Ministério, confrontando as normas de cortes padronizados para meninas. “E os alunos gênero-fluido ou não binários?”, questionou.

“Estamos aqui hoje principalmente para pedir por democracia. Assim que alcançarmos a democracia, direitos iguais virão. A comunidade LGBT ainda não têm direitos iguais na sociedade, então estamos pedindo tanto por democracia quanto por igualdade”, afirmou um ativista de 21 anos.

Os protestos foram convocados pelo movimento Free Youth (Juventude Livre), com as demandas de dissolver o Parlamento, acabar com a repressão a críticos do governo e com as emendas constitucionais escritas pelos militares.

De acordo com a Veja, atualmente o país é liderado por Prayuth Chan-ocha, um militar reformado que se auto-nomeou primeiro-ministro após ter liderado o golpe de Estado que ocorreu em 2014.

Em 8 de julho, o governo apoiou um projeto de lei para reconhecer uniões entre pessoas do mesmo sexo. Infelizmente, o reconhecimento não garantiu os mesmos direitos legais que casais heterossexuais possuem.