Durante evento voltado à extrema-direita, em São Paulo,a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, atacou movimentos esquerdistas e falou sobre como a comunidade LGBTQ+ precisa da ajuda risível do atual governo. 

“Estou aqui há 24 horas e ninguém me ofereceu ainda um cigarro de maconha e nenhuma menina introduziu um crucifixo na vagina”, iniciou seu discurso para a plateia repleta de conservadores bolsonaristas.

“Eles acharam que quando a ministra maluca, radical, pastora, homofóbica e fascista assumisse o ministério, nós íamos sair na rua numa grande cruzada contra gays. O que o meu presidente falou? ‘Tem um departamento de gay no seu ministério, deixa lá e vamos mostrar ao Brasil como é que se cuida de gay nessa nação: protegendo sem fazer promoção’”, disse Damares.

Respeitamos eles, mas sem fazer a promoção. Estamos lutando contra a violência contra negros, gays, indígenas. Estamos protegendo todos”, ressaltou. 

A ministra, ainda em seu discurso, voltou a comentar sobre sua declaração LGBTQfóbica em que afirmou que meninos devem usar azul e meninas rosa.

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“Quando eu falei que menino veste azul e menina veste rosa, o recado que eu mandei é que o menino vai ser menino, menina vai ser menina”, afirmou a ministra. “O governo Bolsonaro veio para dizer ‘chega de confusão no Brasil, deixa o menino ser menino’!”, falou. 

Damares aproveitou a ocasião para brincar e declarar que o governo Bolsonaro ficará muitos anos no poder.

“Se não der certo, tirem a gente daqui quatro anos. Mas vou mandar um recado: isso aqui vai dar tão certo, tão certo, que vamos ficar quatro, oito, 12, 20 anos! Porque o Brasil está vendo o que é cuidar de nação”, brincou a ministra.

Em seguida, ela foi ovacionada pelo público, que bradava um coro decorado. 

“Homem nasce homem, mulher nasce mulher, na nossa família você não vai poder mexer”.