As escola inglesas começarão a receber mudanças em seu currículo escolar a partir de 2020.

O governo anunciou que tópicos como relacionamentos homoafetivos, transgêneros, menstruação, violência sexual, saúde mental, mutilação genital, casamento forçado, pornografia e sexting – termo usado para troca de mensagens com teor sexual – serão temas a serem abordados em sala de aula a partir de agora.

As alterações promovidas só devem passar a valer em 2020, e claro, alguns pais mais conservadores e religiosos já estão reclamando (por lá, felizmente uma minoria).

O novo currículo entrou em vigor na última segunda-feira (25) e começa a fazer parte dos currículos escolares no ano letivo de 2020, que tem início em setembro.

Falando ao Parlamento, o Secretário de Educação britânico, Damian Hinds, disse que em nenhum conjunto de diretrizes para a educação sexual ou relacionamentos, existiria a possibilidade de agradar a todos de forma completa.

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E o mesmo, ver as mudanças como uma maneira de ajudar a garantir a segurança das crianças e de prepará-las para o mundo a qual estão crescendo; ajudando a criar respeito pelos outros e pelas diferenças. Mesmo sendo do governo conservador, Hinds salienta que os pais terão o direito de excluir seus filhos de algumas disciplinas que considerem mais explicitas, mas não de outras e que essa possibilidade não cabe para filhos com mais de 14 anos. Com 15 anos, o aluno é quem decide de quais aulas pretende participar.

O currículo desenvolvido pelo governo central britânico será obrigatório para qualquer escola na Inglaterra que receba verbas públicas, incluindo as escolas religiosas.

Manifestantes se reuniam do lado de fora e uma petição online reunia mais de 100 mil assinaturas, o que não afetou a discussão da revisão do currículo. Uma vez que essa estar acobertada por lei de 2017 em que o governo pode realizar essa atualização curricular. Nos países em torno da Inglaterra – Escócia, Gales e Irlanda do Norte – os padrões são diferentes, porém.

Confiante nas melhorias que a reforma promoverão, a deputada Helen Jones garante que o novo currículo não defende nenhum conjunto especifico de pontos de vista e que sua finalidade seria para melhor preparar as crianças a lidar com o mundo como ele o é. Para Jones, essa inclusão curricular abre as oportunidade de menor formação de relacionamentos precoces, gravidez indesejadas e menores chances de contrair doenças sexualmente transmissíveis.

Embora a educação sexual já seja parte do currículos de uma grande maioria de escolas inglesas, segundo as normas de 2000, este seria defasado e mais voltado aos secundaristas e não obrigatório. Os novos padrões tornam o ensino obrigatório desde a escola primária e secundária com parte focada em expansão sobre saúde física e mental.

O currículo de educação sexual da escola secundária traria novos tópicos: diferentes tipos de relacionamentos estáveis e compromissados, o que constitui assédio sexual e violência sexual e que matérias sexualmente explícitos muitas vezes apresentam uma realidade distorcida dos comportamentos sexuais.