Um professor que usava pronomes errados com um garoto trans alegando crenças religiosas como razão pra desrespeitá-lo, acabou deixando de dar aulas na instituição onde lecionava.

Segundo noticiou o portal Pink News, o homem, que não teve a identidade revelada por razões legais, foi contratado como professor de matemática em uma escola de Oxfordshire, na Inglaterra. Acontece que lá, ele alegava que era incapaz de usar pronomes masculinos para um estudante trans porque: “como cristão, não compartilhava da crença na ideologia de gênero”.

Felizmente o aluno era defendido e acolhido pela instituição. Sendo assim, o professor foi ameaçado de ser processado e ser demitido por “justa causa” por discriminação, após “violar a política de igualdade da escola”.

No entanto, a escola conseguiu chegar a um acordo nos tribunais. O professor foi representado pelo Christian Legal Center, um ramo do grupo de lobby anti-LGBT+ Christian Concern.

O grupo alegava: “As partes chegaram a uma resolução amigável, cujos detalhes são confidenciais e ambos não devem se envolver em mais nenhuma comunicação sobre este caso”.

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A BBC relata que o pastor cristão “não está mais na escola”, que se recusou a comentar o acordo.

Em uma carta ao diretor da escola, o professor insistiu: “Não acredito que as crianças devam ser incentivadas a selecionar um ‘gênero’ que possa ser diferente de seu sexo biológico; ou que todos na escola devam ajustar seu comportamento para acomodar essa “transição”; ou que as pessoas devam ser punidas por falta de apoio a esta ideia”.

Ele ainda chegou a dizer: “A implementação dessas idéias é prejudicial ao bem-estar das crianças, o que acredito ser uma consideração primordial”, curiosamente sem se importar com o bem-estar do aluno que ele mesmo desrespeitava.

O professor também é pastor da igreja evangélica Christ Revelation em Oxford. Seus representantes, o Christian Legal Center, frequentemente defendem clientes acusados ​​de conduta anti-LGBT+, a exemplo de um cliente que foi dispensado das acusações de má conduta em 2018 por causa de postagens que alegam que gays são “dignos de morte”.

A Christian Concern também prometeu se opor à proibição da terapia de cura gay e apoiou os pedidos de proteção à “liberdade de discriminação” para pessoas religiosas que se opõem aos direitos LGBT+.