A atriz Emma Watson e a jornalista Reni Eddo-Lodge estão juntas trabalhando em uma nova configuração para o mapa do metrô de Londres, onde cada parada terá o nome de uma mulher ou pessoa não-binárie que contribuiu à história da cidade.

O projeto comemorativo é inspirado no livro “Nonstop Metropolis”, de Rebecca Solnit, e na geógrafa Joshua Jelly-Schapiro, que recriou o mapa do metrô de Nova York celebrando mulheres famosas da cidade, que inclui nomes como Yoko Ono, Jacqueline Onassis, Greta Garbo, Bette Midler e Nora Ephron.

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Emma Watson tem sido reconhecida por seus importantes posicionamentos e ativismo pelas lutas feministas. Reni Eddo-Lodge é autora do livro “Why I’m No Longer Talking To White People About Race” (Por que não falo mais com os brancos sobre raça). Juntas, as duas trabalharão com Solnit no redesenho dos mapas, em colaboração com o The City of London Women.

“O projeto tem como objetivo identificar mulheres londrinas notáveis ​​ou não-bináries que tiveram algum impacto na história da cidade. Ele vai alocá-las para cada uma das estações representadas no mapa do metrô de Londres, de acordo com suas conexões com uma área local”, disseram os organizadores.

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“Algumas dessas pessoas podem ser nomes conhecidos, outras podem ser heróis ou figuras desconhecidas das histórias ocultas de Londres. Os nomes podem ser extraídos de artes, sociedade civil, negócios, política, esporte e assim por diante.”

Os primeiros candidatos às paradas de metrô de Londres incluem Amy Winehouse para Camden, Florence Nightingale para Tooting e Zadie Smith para Brent ou Queen’s Park. Historiadores, escritores, curadores, museus e bibliotecários serão consultados sobre nomes de mulheres e pessoas não-binárias para as 260 paradas do mapa do metrô. O público também pode contribuir com sugestões de pessoas que ajudaram a moldar a cidade.

Segundo os organizadores: “O mapa de [Nova York] tornou-se um cartaz icônico e provocou inúmeras conversas sobre espaço público, história, gênero, feminismo e memória. Agora queremos fazer o mesmo em Londres, reivindicando o icônico mapa subterrâneo para as mulheres que fizeram e continuam a fazer a cidade.”