Mais uma caso de homofobia no país que mais mata LGBTs no mundo.

No último dia 21, no município de Campinas (SP), a transexual Quelly da Silva, foi assassinada e teve o coração arrancado após ter relações sexuais com seu assassino, Caio Santos de Oliveira, de 20 anos. O autor teria ainda levado pertences e eletrônicos do local do crime.

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Segundo a Polícia Militar, Oliveira foi abordado depois de apresentar atitude suspeita ao avistar a viatura. Ele foi abordado em um comércio e, segundo a corporação, forneceu dados pessoais falsos.

Sorrindo e com declarações desconexas, o suspeito disse que havia conhecido a vítima na noite anterior.

Caio Oliveira acabou por confessar o crime e levou os policiais até um cômodo, onde estava o corpo com o tórax aberto e com uma imagem de santo sobre ele.

Quando questionado sobre o coração da vítima, o autor do crime anunciou que havia guardado o coração da vítima em casa (o órgão estava enrolado em um pano, debaixo do guarda-roupas do suspeito).

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Especialistas ouvidos pelo HuffPost Brasil apontam que o crime traz requintes de crueldade e revela a face cruel da violência vivenciada por pessoas trans no Brasil. “Qualquer assassinato de uma pessoa trans manda um recado: o de que a gente não merece existir”, afirma a presidente da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), Keila Simpson.

Em entrevista ao G1, o companheiro de Quelly, que preferiu não ser identificado, disse à reportagem: “Pra mim isso foi bárbaro. Não tem como uma pessoa dessas continuar vivendo em sociedade”, disse.

Ele ainda revelou que morava com Quelly em Valinhos (SP) há três anos e que o local do crime, em Campinas, era o bar da família, onde o casal e a mãe dele trabalhavam. O corpo da transexual será enterrado no Cemitério de Valinhos, assim que for liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) de Campinas.

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A polícia agora investiga o crime e suas motivações. Embora todas as circunstâncias ainda não sejam conhecidas, os elementos disponíveis apontam que o crime teve razão claramente transfóbica.