Posso falar com certeza que muitos de nós sofrem discriminação no trabalho por conta de sua condição sexual.

Eu digo sempre condição porque não se escolhe nem se orienta por ser LGBT. Se é e pronto!

Chefes irritados, mal educados ou que punem indevidamente seus subordinados cometem assédio moral e acabam com a vida psicológica do funcionário. Há até quem desenvolva a Síndrome de Burn-out que é um quadro psicológico de stress tal, que impede o indivíduo de exercer suas atividades.

Todavia, se esse funcionário é LGBT e, esse assédio decorre deste fato, simples fato de ser LGBT, aí sim passamos de assédio para crime.

As ações trabalhistas de assédio moral estão muito na moda e, como eu sempre digo, processo é prova e, se você consegue provar por testemunhas, documentos, e-mails enviados e recebidos e, por uma perícia judicial sobre seu estado de saúde psicológica, por certo ganhará uma indenização no processo pelo mau patrão ou chefe que você teve.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Todavia, se você é LGBT e tem esses problemas por conta disso, dessa nossa condição, o que seu chefe está praticando não é assédio moral, é crime de LGBTfobia.

Separe, diariamente, documentos, fotos, vídeos, cópias de e-mails. O menos interessante como prova são testemunhas e por dois motivos: um colega não vai querer testemunhar a seu favor para não perder o emprego e, os depoimentos de testemunhas têm menos peso processual do que tem um documento, uma foto, um vídeo, uma gravação de áudio.

Em tempos de facilidade de produção desse tipo de mídia, fique atento para não acusar ninguém sem provas. E saiba, não é crime gravar uma conversa da qual você faz parte. Ou seja, gravar suas próprias ligações telefônicas com esse chefe ou, fazer gravações de reuniões com ele em que seja praticado o crime de LGBTfobia.

Aí não é preciso um processo trabalhista para isso mas, um Boletim de Ocorrência!