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Michael Ely e James A. Taylor mantinham um relacionamento desde os anos 1971, quando tinham 18 e 20 anos, respectivamente. Eles se casaram em 2014, quando o estado do Arizona legalizou o casamento igualitário.

Infelizmente, Taylor perdeu a batalha contra o câncer logo após o casamento. Após sua morte, Ely tentou reivindicar os benefícios de seguro social, mas teve o pedido negado. “Meu marido era o amor da minha vida. Como outros casais comprometidos, construímos uma vida juntos e cuidamos um do outro na doença e na saúde”, relata Ely.

Os benefícios são baseados na renda de uma pessoa falecida e concedidos ao cônjuge que se tornou viúvo. O governo se recusou a atender ao pedido de Ely, pois o casal não estava legalmente casado pelo tempo necessários, embora eles estivessem juntos há mais de 40 anos.

Ely então pediu ajuda da organização sem fins lucrativos LGBT +, “Lambda Legal”, e entrou com uma ação coletiva em nome de todos os casais do mesmo sexo que tiveram os direitos à seguridade social por causa de proibições de casamento gay. Nesta semana, um magistrado judicial federal decidiu que o viúvo tem direito aos benefícios, além de que a negação foi baseada em discriminação.

“Como o casamento entre pessoas do mesmo sexo é um direito fundamental e os fundamentos da exigência de duração do casamento se basearam na proibição inconstitucional desse direito, não se pode dizer que esteja racionalmente relacionado a um interesse legítimo a um cônjuge sobrevivo, como Sr. Ely ”, aponta a decisão.

Ely afirma que “é gratificante o tribunal reconhecer hoje os anos de amor e compromisso que eu e meu falecido marido compartilhamos, em vez de olhar apenas para a data da certidão de casamento que nos foi negada pela maior parte de nossas vidas”.

Peter Renn, da “Lambda Legal”, disse que foi uma “tremenda vitória” para muitos viúvos LGBTs excluídos de benefícios devido as proibições de casamento. “É impossível exagerar o significado dessa vitória, não apenas pelo número de pessoas que ela afeta, mas pela reivindicação de seus direitos constitucionais”, informa Renn.

Michael Ely e James Taylor