Um tunisiano e um francês se casaram na França e conseguiram validar o país na Tunísia, que se tornou o primeiro país com maioria muçulmana a reconhecer como válido um casamento entre pessoas do mesmo sexo. 

Com isso, o tunisiano pode colocar na certidão de nascimento que é casado. A organização LGBTQ Shams – a primeira LGBT+ reconhecida no país – compartilhou a notícia nas redes sociais, que escreveu sobre a “nova conquista para os tunisianos gays”, afirmando que é o primeiro casamento entre pessoas do mesmo sexo a ser legalmente reconhecido na “história da Tunísia e do mundo árabe”.

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A homossexualidade é ilegal na Tunísia e punível com até três anos de prisão. A discriminação contra a comunidade não é reconhecida e o país não concede licenças de casamento para casais do mesmo sexo.

Em 2018, um casal gay também conseguiu o reconhecimento na Rússia, que não concede licenças de casamento para casais do mesmo sexo. Os cidadãos russos Eugene Wojciechowski e Pavel Stotsko se casaram na Dinamarca e mandaram um registrador civil russo anotar o casamento em seus passaportes porque, segundo eles, a lei russa exige que o Estado reconheça a maioria dos casamentos estrangeiros.