Durante uma macha do orgulho LGBT+ em comemoração ao Mês do Orgulho LGBT+, a polícia de Nova York agrediu os manifestantes e provocou revolta nas entidades dos direitos da comunidade.

O caso começou quando os policiais prenderam dois manifestantes e os outros gritaram para que eles fossem soltos. Duas testemunhas disseram ao BuzzFeed News que viram a polícia usando spray de pimenta e espancando manifestantes com cassetetes perto do Washington Square Park, a apenas cinco minutos do histórico Stonewall Inn, onde o movimento dos direitos civis LGBTQ começou há 51 anos.

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“Estava tudo muito calmo, muito tranquilo. Eu não via muito a presença da polícia. Do nada eu vi 20 policiais em bicicletas e alguns outros em carros se aproximando, então eu andei um pouco mais rápido”, disse o manifestante Eliel Cruz.

“Esses policiais acabaram de encontrar as pessoas.”

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“O nypd [polícia de Nova York] está brutalizando manifestantes na marcha LGBT+ de libertação no Pride. lembre-se de que Stonewall começou como uma revolta contra a polícia.”

Um dos protestantes, o comissário de bordo Dermot Francis, fez duras críticas ao atual prefeito da cidade, o democrata Bill de Blasio, responsabilizando-o pela violência da polícia: “Por que no dia do aniversário de Stonewall precisamos continuar protestando contra a brutalidade da polícia? Stonewall  sempre foi resistência contra polícia. Se o prefeito continuar permitindo que a polícia de nova York aterrorize a cidade, ele deve renunciar.”

O porta-voz da Queer Liberation March, organização LGBT de Manhattan, apontou que: “Ficamos horrorizados e furiosos com o ataque brutal da polícia contra manifestantes pacíficos utilizando spray de pimenta, empurrões e prisões. No momento exato que o prefeito Blasio fez um tweet parabenizando Stonewall e os direitos LGBTQIA+, a polícia de Nova York deve uma reação exagerada e com uma violências físicas desnecessárias. A polícia se recusa a dizer quantos manifestantes foram presos, e quais as razões para as prisões. Estamos com medo que a polícia de Nova York volte ao Washington Square Park.”

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Antes das agressões, o prefeito de Nova York havia compartilhado no Twitter uma mensagem de apoio a comunidade LGBT+: “No 50º aniversário de #PrideMarch e o 51º aniversário de Stonewall, em Nova York, celebramos os ativistas negros e trans que construíram o movimento e continuam o liderando hoje.”

Em comunicado ao Buzzfeed, a polícia afirmou que “não foram informados” de nenhuma prisão ou força da polícia contra manifestantes e que “os números de detenções serão computados na conclusão do evento”. Mary Frances O’Donnell, porta-voz da polícia de Nova York, acrescentando que “a polícia de Nova York não usa gás lacrimogêneo”.