De acordo com um novo estudo realizado pela organização de pesquisa LGBT+ Williams Institute, pelo menos um em cada cinco adultos LGB dos Estados Unidos não teve moradia em algum momento de sua vida.

A pesquisa constata que a falta de moradia não se restringe apenas aos jovens LGBT+, mas também atinge fortemente os adultos da comunidade.

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O Instituto Williams verifica que 17% dos adultos LGB nos EUA já estiveram desabrigados em algum momento de suas vidas, o que inclui pessoas que já dormiram nas ruas, em abrigos, em um carro ou indo de “sofá em sofá” na casa de outras pessoas, além de outras moradias temporárias instáveis. Por outro lado, apenas 6% da população em geral nos EUA já ficou sem abrigo.

Trans e afro-americanos mais vulneráveis ​​ainda

Os dados coletados também verificam que as pessoas trans são mais propensas a sofrer com a falta de moradia. Aproximadamente 8% de adultos transexuais disseram que estavam sem teto nos últimos 12 meses, em comparação aos 3% das pessoas LGB não-trans e apenas 1% dos adultos heterossexuais cisgênero.

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A pesquisa também constatou que as pessoas lésbicas, gays e bissexuais afro-americanos têm até três vezes mais chances de ficar em situação de rua do que lésbicas, gays e bissexuais brancos. O número aponta que 6% estavam desabrigados no último ano, contrastando com 3% dos latinos e 2% dos adultos brancos LGB. 

A maioria dos jovens desabrigados são LGBT+

Estudos anteriores já haviam descoberto que a comunidade LGBT+ constitui grande parte da porcentagem de jovens em situação de rua, cujo número normalmente é colocado entre 22% e 40% do total.

No entanto, a pesquisa mais recente descobriu que o número de desabrigados também se estende para a idade adulta nesse grupo. Daqueles que já ficaram sem moradia, 71% vivenciou pela primeira vez na idade adulta, em comparação com 20% dos que ficaram desabrigados antes dos 18 anos. Outros 9% já tinham ficado desabrigados quando jovens e adultos.

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COVID-19 provavelmente vai piorar o problema

O Instituto Williams afirma que suas descobertas alarmantes são as primeiras a usar números representativos em amplitude nacional nos EUA para estimar as taxas de adultos LGBT+ em situação de rua, o que torna o novo relatório mais preciso do que estudos anteriores.

Além disso, a autora principal Bianca DM Wilson, estudiosa sênior de políticas públicas do Instituto Williams, alertou: “É importante observar que os dados sobre instabilidade habitacional e falta de moradia foram coletados antes da pandemia. Os efeitos econômicos e da saúde em várias camadas do COVID-19 provavelmente piorarão o problema para as pessoas LGBT e podem aumentar sua vulnerabilidade ao vírus”.

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