Uma pesquisa divulgada pelo Gay Star News revelou que cerca de 17% dos estudantes chineses não se identificam como heterossexuais. O estudo entrevistou sobre orientação sexual 54.580 estudantes de 1.764 universidades chinesas.

A maioria se identificou como bissexuais (8,92%), seguido por gays e lésbicas (4,58%), pansexuais (1,22%), assexuais (0,6%) e outra sexualidade (0,94%). Enquanto isso, 77,28% são heterossexuais e 6,46% não souberam responder.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Os números apontam que está ocorrendo uma mudança de pensamento na China em relação a comunidade LGBT+, principalmente entre os jovens. 

“A atração sexual é impactada por vários fatores, abrangendo um espectro de orientação sexual. Este é um fenômeno normal. O gênero social de cada indivíduo e sua escolha de parceiro / relacionamento íntimo são únicos, e todo indivíduo tem o direito de fazer suas próprias escolhas de vida e de ser respeitado. Todo mundo precisa trabalhar duro para lutar por um mundo diverso, igual e acolhedor”, relatam ativistas ao site.

Outro indicador da mudança ocorreu quando, no final de 2019, o principal órgão legislativo do país permitiu ao público fazer sugestões para um esboço atualizado do Código Civil da China.

Quase 200.000 chineses enviaram feedback em apenas um mês. E mais de 190.000 deles fizeram a mesma proposta: legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ao divulgar o resultado, as autoridades chinesas deram aos ativistas LGBT+ esperanças de que estão mais solidários à igualdade no casamento. 

Além disso, o site de notícias chinês “Ifeng.com” entrevistou 10 milhões de pessoas e constatou que 66% dos entrevistados eram favoráveis ​​à legalização do casamento igualitário.