De acordo com a BBC, parlamentares israelenses aprovaram uma medida para proibir a prática da “terapia de conversão”, conhecida como “cura gay”, por psicólogos. Com isso, o país se torna o primeiro do Oriente Médio a adotar a postura.

O projeto passou da primeira etapa no Parlamento depois que dois partidos no governo de coalizão se uniram à oposição para votar a favor da medida. O impulso para a aprovação veio no ano passado, após o então ministro da Educação, Rafi Peretz, estimular a prática, o que desencadeou uma elevada reação.

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A votação não foi bem recebida pelos políticos religiosos. O partido ultra-ortodoxo, “United Torah Judaism (UTJ)”, que faz parte da colisão governamental, ameaçou apresentar projetos de leis, que outros partidos consideraram como um ato de “censura”. A medida ainda deve passar por mais duas leituras antes de se tornar lei.

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O líder da oposição e co-autor do projeto, Nitzan Horowitz, afirmou que a aprovação preliminar marcou uma “mudança histórica” ​​em Israel. “A terapia de conversão nasceu em pecado e seu lugar está fora da lei e da norma pública”, afirmou.

Israel é o país do Oriente Médio com atitudes mais progressista em relação a comunidade LGBT+. Segundo a BBC, a nação possui leis antidiscriminatórias e direitos de adoção e herança garantidos, além de permissão para servir nas forças armadas desde 1993.