A estrela de pose, Indya Moore, chamou atenção para o Hospital Infantil “Robert H. Lurie”, pelo fato de estarem usando imagens de vários artistas LGBT+ para demonstrar sua solidariedade à comunidade, mas ser conhecido por ainda realizar procedimentos cirúrgicos desnecessários para “adequar” crianças intersexuais conforme às normas sociais de gênero.

Indya foi ao Twitter e expressou sua indignação, marcando alguns dos artistas que estavam sendo utilizados na campanha, como Hunter Schafer, da “Euphoria”, Jameela Jamil, de “Legendary”, e a colega de elenco em “Pose”, Angelica Ross.

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“Hey amores, [o hospital] @lurieadolescentmed no Instagram está usando suas imagens para expressar solidariedade com as pessoas LGBTQIA [enquanto] também mutilam bebês intersex e silenciam pedidos para que parem. Digam a eles que você não pode apoiar pessoas trans e pisar em pessoas intersexuais!”, escreveu Indya.

Jameela Jamil agradeceu pelo aviso, enquanto Angelica Ross e Gabrielle Union twittaram divulgando uma petição para acabar com as cirurgias em intersexuais no hospital. O apoio das artistas levou a um aumento nas assinaturas, passando de 37.000 no dia 17 de julho, para quase 40.500 apenas 24 horas depois.

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“O ‘I’ em LGBTQIA significa intersexo e não ouvimos o suficiente das vozes intersexuais. Estou ouvindo e sempre serei aliada. Não somos um movimento único. ‘Você não pode ficar com pessoas trans e pisar em pessoas intersex’ – @IndyaMoore”, escreveu Angelica.

Nos últimos três anos, ativistas e aliados da população Intersexual têm protestado contra as chamadas cirurgias genitais “corretivas” ou “normalizadoras” no Hospital Infantil “Robert H. Lurie”. No entanto, os médicos do local continuam a executar os procedimentos. O hospital não é o único a realizar cirurgias como reduções do clitóris, castração e vaginoplastias em crianças intersexuais, mas é um dos mais conhecidos.

Estima-se que 1,7% da população nasça com características sexuais que diferem das expectativas sociais de “feminino” ou “masculino”, um número que torna as pessoas intersexuais tão comuns quanto gêmeos ou pessoas com cabelos ruivos.

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A comunidade intersex pede há muito tempo pelo fim da prática, apontando que o sexo biológico determinado para eles no nascimento nem sempre corresponde à sua identidade de gênero que será entendida mais tarde em suas vidas. As cirurgias também costumam ser de alto risco e podem levar a problemas físicos dolorosos.

As Nações Unidas condenaram as “mutilações genitais” pelo menos 40 vezes desde 2011, mas apenas alguns países emitiram uma proibição total, como a Albânia, a ilha de Malta e o estado indiano de Kerala.