A comunidade LGBT precisa desses dados! A luta por visibilidade para as pessoas LGBTI+ no Censo 2021 se mostra necessária! Isso ajudará em políticas públicas eficientes.

Junte-se para lutar por visibilidade e políticas públicas para a população LGBTI+. Acesse o link para a assinatura aqui. LINK.

Conforme dados da ANTRA, de 1º de janeiro até 31 de outubro de 2020, haviam ocorrido 151 assassinatos de pessoas trans no Brasil.

Motivos de inclusão no Censo: Consequências da invisibilidade

A invisibilidade da população LGBTI+ se demonstra ainda pelo fato de, dos 297 homicídios de LGBTI+ contabilizados pelo Grupo Gay da Bahia, somente 84 deles terem sido capturados pelas estatísticas oficiais da Segurança Pública.

O fato deste setor só conseguir enxergar 28% das mortes de LGBTI+ é demonstrativo da incapacidade do setor de efetivar políticas de prevenção à violência.

A implementação de políticas públicas para proteger as pessoas LGBTI+ depende da produção de dados sobre essa população e sua distribuição no território.

Sem estes dados, o Estado fica incapaz de saber onde estão LGBTIs, quais suas necessidades e vulnerabilidades, não podendo, portanto, desenvolver políticas públicas eficazes, capazes de garantir os direitos da comunidade. A vulnerabilidade específica da população LGBTI+ justifica que existam políticas públicas focalizadas nessa população.

Para possibilitar que essas políticas existam, é essencial que haja perguntas sobre a população LGBTI+ no questionário do IBGE a ser implementado no Censo 2021.

Caso contrário, a comunidade permanecerá invisível por outros aproximadamente 10 anos. O IBGE já anunciou, mesmo após judicialização, que não irá incluir perguntas sobre orientação sexual e identidade de gênero no questionário de 2021, mas é necessário nadar contra a maré.

Assine para pressionar o IBGE a incluir perguntas sobre pessoas LGBTI+ no Censo 2021!

Carioca, antenado e intenso. Redator do Põe na Roda e Produtor Digital da Rádio Rio de Janeiro. Amante das artes, desde as cênicas até a fotografia. Taurino com 21 anos, apreciador raiz da cultura pop e um jornalista em construção.