Japhet Chataba, de 39 anos, e Steven Samba, 31 anos, foram condenados a 15 anos de prisão por fazerem sexo “contra a ordem da natureza”, ou seja, entre pessoas do mesmo sexo. Nesta semana, os dois receberam o perdão oficial do presidente da Zâmbia, Edgar Lungu.

De acordo com informações do Uol, o caso ocorreu quando os dois estavam hospedados em um chalé e um dos funcionários do estabelecimento espiou pela janela e os viu fazendo sexo. A partir disso, o casal foi denunciado e preso.

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A condenação causou uma crise diplomática com os Estados Unidos, que resultou na saída do embaixador do EUA, Daniel Foot, que estava na Zâmbia desde 2017, afirmando estar “horrorizado” pela decisão da corte.

Na época da condenação e da polêmica com a embaixada norte-americana, o presidente da Zâmbia defendeu as leis homofóbicas do país: “Estamos dizendo não para a homossexualidade. Você está dizendo que somos primitivos porque reprovamos a homossexualidade?”.

Embora não possua uma lei que proíbe os LGBTs, a comunidade LGBT+ do país africano é perseguida baseada em outras regras, como a lei do “sexo contra a ordem da natureza”. Os dois homens foram perdoados junto de outros 2.984 prisioneiros para marcar o Dia da Liberdade da África.