Um levantamento do UBS Group revelou que casais de lésbicas podem ter planos de previdência privada e aposentadorias mais caros do que outros casais.

Isso acontece porque, como mulheres tendem a ter expectativa de vida maior que a dos homens, isso também costuma ser levado em consideração na hora de se fazer o cálculo.

Segundo as estatísticas levantadas pelo estudo, nos Estados Unidos, um casal formado por duas mulheres tem 50% mais chance de ambas chegarem aos 100 anos juntas do que casais heterossexuais ou de homens gays.

“Um aspecto importante do planejamento financeiro cotidiano de casais LGBTs diz respeito aos fundos de emergência”, afirmou o UBS, que tem sede em Zurique.

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Outros riscos financeiros de casais LGBT devem ser levados em consideração e podem variar de acordo com o lugar onde vivem. Em Cingapura ou Hong Kong, por exemplo, viúvas ou viúvos geralmente não podem herdar os benefícios de pensão ou bem-estar de parceiros do cônjuge.

Essa preocupação é menor em países que reconhecem o casamento homoafetivo, como os EUA e o Reino Unido.

Na Suíça, por sua vez, casais do mesmo sexo não podem se casar legalmente, mas podem herdar pensões.

Conforme também informou a reportagem da revista Exame, dependendo de onde moram, os investidores LGBT podem ter que prestar atenção especial a ter um testamento, um testamento vital ou trusts para garantir que seus desejos jurídicos e sua vontade para o fim da vida sejam mantidos.

Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 100 milhões de visualizações e 800 mil inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).