Boris Johnson surpreendeu a comunidade LGBT+ e prometeu proibir as “terapias de conversão”, conhecidas como “cura gay”.

O político fez a afirmação durante uma visita a uma escola em Kent, onde descreveu a prática como “absolutamente abominável” e afirmou que “não tem lugar [para a prática] em uma sociedade civilizada e não tem lugar [para ela] neste país”.

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“O que vamos fazer agora é um estudo sobre onde isso está realmente acontecendo, qual a prevalência e então apresentaremos planos para proibi-la”, afirmou Johnson.

Faz dois anos que a então ministra britânica, Theresa May, disse que era uma prioridade “acabar com a prática da terapia de conversão”, e pontou a proibição como parte de um plano de 75 pontos para melhorar a vida das pessoas LGBT+ em toda a nação.

“Ninguém deveria ter que esconder quem é ou a quem ama. [O plano] estabelecerá medidas concretas para proporcionar mudanças reais e duradouras em toda a sociedade”, afirmou May na época.

A “Gendered Intelligence”, uma instituição de caridade dedicada a melhorar a vida das pessoas trans, disse: “Embora o primeiro-ministro tenha usado o termo ‘terapia de conversão gay‘ , devemos garantir que a proibição cubra todas as pessoas LGBT+, incluindo pessoas trans, para assegurar que a prática não acabe se voltando contra a comunidade”.

Já a campanha “Ban Conversion Therapy”, que luta pelo fim da prática, apontou ter ficado satisfeita que “Boris Johnson tenha ouvido nossos pedidos de proibição da terapia de conversão. As pessoas LGBTQ+ foram torturadas por muito tempo”.

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