Publicado na tarde dessa quinta-feira (02), o Projeto de Lei 346, no Diário Oficial de São Paulo e de autoria do Deputado Estadual Altair Moraes (PRB) pretende estabelecer o sexo biológico como o único critério para definição de gênero para atletas em partidas esportivas no Estado de São Paulo. A medida, que deve ainda ser votada no plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo, veta a participação em qualquer modalidade esportivas de pessoas transexuais em equipes que correspondam ao sexo oposto ao de nascimento.

O deputado ainda defende que o clube que não cumprir a lei que veta a presença de atletas trans em atividades esportivas em geral no Estado de São Paulo, será multado em 50 salários mínimos. Se aprovado, o projeto deverá entrar em vigor seis meses após a provação.

Uma vez aprovada, a medida impede a participação da jogadora de vôlei transexual Tiffany, por exemplo, que atualmente defende a equipe do Bauru, na Superliga Feminina. A mesma é a primeira transexual a atuar na Superliga Feminina de Vôlei. Tiffany foi autorizada pela Federação Internacional de Vôlei a atuar na competição após passar por cirurgia de mudança de sexo.

No último dia 27, porém, a presença de Tifanny na superliga rendeu um episódio polêmico com o técnico Bernardinho, que durante um lance se irritou e disparou “Um homem, é foda!”. O episódio ganhou as redes sociais e o treinador foi bastante criticado, inclusive pela equipe LGBT Angels Volley Brazil que em nota publicou “Transfobicos e homofobicos não vão passar sem serem apontados na nossa página! Pode ser até o papa do vôlei. Vamos desmascarar todos! Parabéns ao time feminino de vôlei Bauru, mulheres incríveis que ganharam jogando por merecimento e sem nenhuma vantagem”.

Diante da repercussão do ocorrido, o treinador Bernardinho se desculpou publicamente pelo ocorrido.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA: