Há quase um ano atrás (março 2018), o Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que transexuais e transgêneros podem alterar o nome no registro civil sem a necessidade de realização de cirurgia de mudança de sexo; o mesmo STF que está julgando se homofobia e transfobia irão se tornar crime no país que mais mata LGBT.

Diante disso, na última sexta-feira (15), foi realizado um mutirão de alteração de nome e gênero nos documentos que atraiu homens e mulheres trans, além de travestis, em Salvador.

Mutirão foi realizado nesta sexta-feira, em Salvador 
Reprodução: G1.

Os interessados em participar do mutirão, que foi promovido pela Defensoria Pública do Estado (DPE), precisavam levar toda documentação necessária para só então conseguir a declaração que autoriza a retificação no cartório de registro civil. Para os muitos homens e mulheres trans que finalmente conseguiram a declaração de autorização, é como um sonho que se realizou! É como nascer outra vez!

De acordo com Rafael Couto Soares, defensor público do estado, além da declaração, os participantes vão receber um atestado de hipossuficiência, para que não paguem pela retificação. Na posse dessas declarações, os interessados vão até o cartório sinalizado e conseguem fazer o procedimento. Não há um prazo para a conclusão da retificação. O mutirão é importante porque busca dar visibilidade e dignidade à pessoa humana, à pessoa com nome e com o gênero a qual se entende na sociedade.