Um grande passo para a comunidade LGBT brasileira pode estar prestes a acontecer. É que essa semana, os 11 ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) estarão reunidos em plenário da Corte para tomar uma decisão que impactará a vida de milhares de LGBT no país que mais mata LGBT: a criminalização da homofobia.

Após mais de uma década apresentado a Câmara dos Deputados o primeiro projeto relacionado a crimes relacionados a homofobia, e mediante a inércia do Legislativo, o tribunal irá decidir se agressões, ofensas e assassinatos contra integrantes da comunidade LGBT devem ser tratadas por meio de uma legislação específica.  

Em meio ao crescimento da violência que vitimiza LGBTs em todo o país, a discussão sobre finalmente criminalizar a homofobia no país ganhou espaço na pauta do judiciário. Numerosos e chocantes casos de crueldade contra LGBTs assustam e aterrorizam a população em todo o país, de norte a sul.

Segundo dados do GGB – Grupo Gay da Bahia, entidade que monitora a violência contra a população LGBT – só em 2017, data do último levantamento, 445 pessoas haviam sido assassinadas por motivações associadas à sexualidade. Esse é o maior número de homicídios por homofobia em quase quatro décadas, que é quando os registro começaram a ser feitos. Isso representa a morte de um integrante da comunidade LGBT a cada 19 horas.

Nesse ranking assustador, os números colocam o brasil entre os primeiros, com índice de assassinatos de homossexuais superior até mesmo que países mais extremistas como Oriente Médio e da África. De acordo com os dados, do total de vítimas, 194 eram gays (43,6%); 191, trans (42,9%); 43, lésbicas (9,7%); cinco, bissexuais (1,1%); e 12, heterossexuais (2,7%).



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Estes últimos foram incluídos no levantamento por terem sido mortos quando tentavam proteger algum integrante LGBT ou estavam inseridos no universo desse público.