Em resolução emitida no domingo (5), o governo da Argentina permitiu que mulheres e LGBT+ possam deixar residência para prestar queixas ou pedir ajuda após sofrerem violência. O país vive quarentena total desde 20 de março, devido a expansão da pandemia do coronavírus.

A medida permite que as vítimas saiam “sozinhas ou com os filhos” e se tornem parte dos “casos de força maior”, que são isentos do isolamento obrigatório. “O isolamento social, preventivo e obrigatório pode, em alguns casos, aumentar os riscos desta violência. É imperativo esclarecer que dentro das situações de força maior estão todas aquelas em que mulheres e LGBTs precisam deixar suas casas para prestarem queixas criminais”, aponta a medida.

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De acordo com informações do Observatório Adriana Marisel Zambrano, da ONG La Casa del Encuentro, durante os primeiros 14 dias de isolamento, ocorreram 12 feminicídios na Argentina.

 

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Foto: Marcos Santos/ USP Imagens