Sam é um dançarino de 23 anos, ele disse à BBC que a pandemia de coronavírus significou que a turnê em que ele estava foi subitamente cancelada e o forçou a voltar para a casa de sua família. O problema é que os pais do jovem são cristãos homofóbicos, que falam da homossexualidade como uma “doença maligna”.

“Vi a carreira que amo desaparecer da noite para o dia e agora estou preso em isolamento com homofóbicos. Minha mãe diz que a homossexualidade é uma doença do mal e que o diabo está me tornando gay. Ela reza em voz alta todos os dias para que eu seja libertado do pecado e encontre uma esposa. Eu realmente não tenho outro lugar para ir durante esse período de loucura, então estou apenas suportando o abuso”, relata o dançarino.

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Sam ainda conta que se sente esquecido pela comunidade LGBT+: “Vejo nas mídias sociais que as pessoas estão tão ocupadas filmando exercícios em casa e realizando festas online que nem percebem que há pessoas como eu lutando para permanecer vivos agora. Não por causa do coronavírus, mas por causa de sua sexualidade”.

Lucy Bowyer, diretora de serviços de uma instituição de caridade LGBT+, disse à BBC que a organização está atualmente apoiando entre 120 e 130 jovens e que o número de jovens de 16 a 17 anos que entra em contato com eles estava aumentando.

“Nossa equipe de serviços está se adaptando ao clima atual, fornecendo serviços de bate-papos ao vivo e encontros online para garantir que estejamos lá quando os jovens precisarem de nós”, informa.

Matéria traduzida do PinkNews.