Carlos Alves de Souza Filho foi um diplomata brasileiro que em 1963 foi o autor da frase: “O Brasil não é um país sério”. Esta frase foi inicialmente atribuída ao General De Gaulle, presidente da França na época mas, em verdade foi dita pelo nosso embaixador na França, por conta de um incidente entre os dois países, acerca de pesca ilegal de lagostas por franceses em águas territoriais brasileiras.

Diz-que-me-disse de lado, é fato que a frase foi cunhada sob medida para o Brasil em 1963 e, parece que continua a mesma coisa até hoje.

Num país sério, desenvolvido economicamente como gostaria o Senhor Paulo Guedes, sua cabeça teria sido cortada há muito tempo por conta de dizer em apenas uma semana, que funcionários públicos são parasitas e que o dólar tem que ficar em câmbio alto porque até empregadas domésticas estavam indo para a Disneylândia.

Num país sério, a Ministra da Agricultura, Senhora Tereza Cristina, gestora de nossa maior riqueza internacional, jamais aprovaria em um ano e pouco de mandato 382 tipos de agrotóxicos, proibidos na maior parte do mundo.

Num país sério, a Ministra da Família, não lançaria uma campanha publicitária em favor da abstinência sexual na adolescência para evitar a gravidez juvenil. Nem deixaria o presidente dizer que não quer uma filha de dez anos grávida. Crianças de dez anos não têm vida sexual ativa, ministra. Elas são abusadas.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Num país sério, o Ministro do Meio Ambiente não teria minimizado o descarte de óleo cru na costa brasileira, demorando mais de quatro meses para implantar medidas de protocolo ambiental e nem deixaria o presidente dizer que a culpa dos incêndios cíclicos da Amazônia é do Leonardo di Caprio.

Num país sério, o Ministro da Justiça não seria chamado de ladrão e capanga de milicianos e ficaria quieto diante de uma plateia enorme no Congresso Nacional. Lá no interior de São Paulo, de onde eu venho, dizem que o malandro não estrila. Gente honesta, grita e muito.

Num país sério, as pessoas não têm bandido de estimação, seja ele de que lado for, esquerda ou direita.

Num país sério, o Ministro da Saúde não teria acabado com o Departamento de Doenças Infecto Contagiosas do ministério e nem deixaria o presidente dizer que um “aidético” é despesa para o povo.

Nós, LGBT’s, nos mobilizamos, nos juntamos em volta de nossas causas mas, ainda não começamos a nos juntar para essa pauta de brigar para sermos um país sério, para impedir esse tratamento pelo ministério da saúde e pelo presidente da república.

Num país sério, as pessoas se mobilizariam pelos seus direitos mas, muitos de nós votaram neste governo sabidamente homofóbico, sexista, misógino, retrógrado e o fizeram conscientemente…