A sempre bem humorada Luisa Marilac, lançou no último domingo (12), sua autobiografia: “Eu, travesti”, onde ela conta muitas histórias de superação e vitórias, mas também de preconceito e até violência física que, infelizmente, teve que passar e enfrentar ao longo da sua vida. O livro foi escrito em parceria com a jornalista Nana Queiroz.

Já em uma recente entrevista ao canal do YouTube da jornalista Regina Volpato, Marilac falou francamente sobre uma tentativa de assassinato que enfrentou.  “Eu conheci a morte muitas vezes. A primeira, que eu tive de frente com ela, foi quando tomei facadas. E nem vi de onde veio”, contou.

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Ainda no bate papo, Luisa falou sobre as sequelas emocionais que essa violência causou em sua vida. “Mesmo tratando para não reviver aquilo e sentir dor, tive um problema emocional muito forte. Agora tomo remédio para o resto da vida. Isto apareceu no processo de escrever o livro. Acabou sendo uma terapia porque eu queria gritar para o mundo. Digo que dei voz a mulheres que não estão vivas para gritar”, afirmou.

Vale ressaltar que, Marilac é uma mulher trans e, apesar do Brasil, ainda ser considerado o país que mais mata LGBTs em todo o mundo, há alguns anos, a situação era ainda mais complicada. Principalmente para pessoas transexuais e travestis, devido à falta de políticas públicas voltadas para essa comunidade.

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