Lançada na última segunda-feira (11), a hashtag #ÉCrimeSim proposta pela ONG de defesa dos direitos LGBTI All Out Brasil, alcançou um número superior a 600 depoimentos só nas primeiras 24 horas; a ONG quer reunir historias e mostrar a importância de criminalizar a LGBTIfobia no país que mais mata homossexuais.


Relato de homofobia divulgado pela ONG All Out — Foto: All Out/Reprodução

No site da ONG, estão reunidos relatos dos mais variados tipos desde ameaças, agressões físicas, abusos na infância e até falta de segurança a LGBTs da terceira idade. O All Out Brasil quer dá ainda mais força com a publicação de relatos nas redes sociais através da #ÉCrimeSim. Os relatos são duros, reais e chocantes.


Relato de homofobia divulgado pela ONG All Out — Foto: All Out/Reprodução

Na semana que a criminalização da LGBTIfobia ganha novo fôlego e volta a pauta do Supremo Tribunal Federal (STF), onde ministros discutem o tema – a campanha promovida pela ONG tem servido para mostrar que sim, que já passou da hora do Brasil criminalizar a LGBTIfobia. Oportunamente serão avaliados dois pedidos: que o STF declare a “omissão” do Congresso Nacional até o momento, e estabeleça a obrigação de os parlamentares aprovarem uma lei que criminalize a homofobia e a transfobia; que o STF estabeleça, enquanto isso, que a LGBTIfobia está dentro de um conceito mais amplo de “racismo”, e deve ser punida pela legislação que já trata o racismo como crime imprescritível.


Relato de homofobia divulgado pela ONG All Out — Foto: All Out/Reprodução

Embora marcado para quarta-feira (13), existe a possibilidade de tal julgamento ser adiado através de pedido de um dos 11 ministros que compõem a Corte. Segundo Ana Flávia Andrade, do site All Out Brasil, o foco seria chamar atenção para o tema e, ao mesmo tempo, tirar o juridiquês do debate. E que os relatos colhidos pelo site servem justamente para lembrar a população que se trata da vida e proteção de milhares de pessoas. Que a criminalização da homofobia e da transfobia não é um privilégio. “São muitos relatos de agressão apenas porque as pessoas se beijaram, porque estavam de mãos dadas, porque se abraçaram. Coisas tão normais, que de repente são perigosas“, conclui Ana.

Nos relatos exibidos no site, há depoimentos até mesmo de pessoas heterossexuais que foram vítimas de agressão pelo simples fato de se parecer com homossexuais, ou porque estavam abraçadas a alguém do mesmo sexo.



Aproveite e assista:




Relato de homofobia divulgado pela ONG All Out — Foto: All Out/Reprodução

Para participar da campanha, basta enviar o relato em qualquer rede social, acompanhado da hashtag #ÉCrimeSim. A mobilização deve continuar mesmo após uma decisão final do STF, já que a elaboração e a aprovação da lei que criminaliza a homofobia ainda caberá ao Congresso Nacional.