Agência Nacional do Cinema (Ancine) rescindiu um termo de apoio a dois filmes com temáticas gay e negra para que participassem do Festival Internacional de Cinema Queer, que será realizado em Lisboa, Portugal, a partir de sexta-feira (20).

A retirada do auxílio parece ter ligações com a manifestação explícita do presidente Jair Bolsonaro contra os temas LGBT e de negritude. A Ancine inclusive recentemente trocou o comando na agência. Christian de Castro foi afastado da presidência por força de decisão judicial e Alex Braga assumiu como diretor da agência.

Uma das produções boicotadas pela agência é Greta”, estrelado por Marco Nanini, selecionado para o Festival de Berlim deste ano. No filme, Nanini interpreta um enfermeiro gay que é fã ardoroso de Greta Garbo.

O outro filme retaliado pelo governo de ideologia homofóbica e racista é Negrum3, que propõe um mergulho na caminhada de jovens negros da cidade de São Paulo. “Um filme‐ensaio sobre negritude, viadagem e aspirações espaciais dos filhos da diáspora”, diz a descrição da obra.

Cada filme teria uma ajuda de custo de apenas R$ 4,6 mil para participar do festival em Lisboa. As informações são de Lauro Jardim, na edição desta segunda-feira (16) do jornal O Globo.

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