A Escola Estadual Brotero, que fica na cidade de Guarulhos, em São Paulo, foi invadida por policiais militares do Estado de São Paulo, que chegaram empurrando alunos e apontando armas na cara deles.

Segundo relatos da internauta Tainan, no Twitter, a intrusão completamente desnecessária e desmedida da polícia aconteceu na escola a chamado do diretor, que provavelmente quis dar um susto na turma, isso só porque alunos decidiram se manifestar contra algumas posições dele, realizando uma greve coletiva.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

“Tudo isso se deve a um protesto realizado pelos alunos exercendo seu livre direito a manifestação contra uma série de posições totalmente antidemocráticas e ilegais que alegam terem partido do diretor”, explicou Tainan.

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Dentre as exigências do diretor que revoltaram os alunos, estaria impedir alguns de entrarem na escola e até perseguir os que tinham posições políticas diferentes, segundo disse o deputado Ivan Canoletto que acompanha o caso e também divulgou o absurdo nas redes sociais.

No vídeo que expôs o caso e já viralizou nas redes sociais, é possível ver o momento em que a polícia entra no local apontando armas e chegando a empurrar uma aluna. Um professor tenta apaziguar os ânimos se colocando entre a polícia e os alunos.

Assista abaixo ao vídeo do momento da invasão da polícia na escola:

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Alguns alunos foram encaminhados à delegacia para prestar “esclarecimentos” à polícia e até o momento não se tem maiores informações sobre o caso, que ainda deve ser melhor esclarecido.

De qualquer forma, fica aí a um exemplo que mostra o quão despreparada é a polícia militar do Estado de São Paulo. Entrando de maneira violenta e fazendo ameaças a vida em um local de ensino sem qualquer perigo real. A polícia não estava adentrando um cativeiro, em uma favela com troca de tiros ou qualquer situação perigosa do tipo. Curiosamente, esta é a mesma polícia que na hora de se formar promete em seu juramento, honrar a vida acima de tudo.

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Mas não também que a truculência da PM também surpreenda, né? Sendo ela do país onde tanto o presidente, quanto o ministro da justiça quanto o governador do Estado de São Paulo já falaram que tem mais é que atirar pra matar, ou ainda, que policial que mata em serviço deve ser automaticamente inocentado. Triste.

Fica aqui o aviso aos alunos agredidos e que se sentiram gratuitamente ameaçados: não deixem passar batido. Vocês não só podem como devem registrar B.O. pelas ameaças sofridas, além de denunciar os policiais responsáveis pela atitude na Corregedoria SSP. Se acreditarem ser o caso, cabe processo e indenização do Estado também.

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).