A organizadora de uma parada do “Orgulho Hétero” criticou publicamente seu filho gay, alegando que é “típico” de pessoas gays se afastarem de sua família. Matthew Mason prometeu lutar contra o evento de sua mãe, Mylinda Mason, que seria realizado em Modesto, Califórnia, no dia 24 de agosto, mas já foi vetado pelo conselho municipal local.

Em entrevista, ele disse: “Estou me certificando de que Modesto não é um lugar para o discurso de ódio…. eles acreditam que a Civilização Ocidental deve ser hétero, branca e cristã. Eles acreditam que isso deve ser uma guerra cultural. É a retórica que eu ouvi toda a minha vida”.

Em entrevista ao canal NBC, sua mãe, Mylinda Mason, afirmou que é um comportamento muito comum que “os homossexuais em geral se afastem de sua família e dos amigos em algum momento”, ao contrário da realidade que sabemos qual é: filhos LGBTs se afastam de suas famílias devido a falta de aceitação e acolhimento que encontram dentro de suas próprias casas.

Mylinda e o filho estão brigados desde quando ele assumiu que era gay aos 19 anos.

Mylinda Mason e seu filho Matthew Mason

Mason admitiu que levou seu filho para os protestos contra as pessoas LGBT quando ele era adolescente, quando ele estava lutando com sua própria sexualidade. Ela admitiu que “podia ver a luta no rosto do meu filho”, mas culpou sua sexualidade por seu relacionamento ruim com ele.

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“Tudo o que posso dizer sobre o meu filho é que eu tenho ouvido muito a palavra “ódio” – as pessoas dizem que “eu odeio o meu filho, eu não amo o meu filho, que eu não gosto dele” – mas eu adoro o meu filho e eu quero meu filho no céu, finalmente, comigo um dia. E eu permanecerei firme naquilo o que eu acredito ser o certo e nos valores da família bíblica”, Mason acrescentou.

Falando sobre seu evento, ela acrescentou: “Eu acho que a palavra ‘orgulho’ foi roubada, sequestrada pelo maligno, e eu quero dizer que nós temos orgulho de nosso Deus todo-poderoso, nosso criador e de sua ordem”. Ela disse ainda que o evento é uma celebração da “heterossexualidade, da masculinidade, da feminilidade, dos bebês nascidos e não nascidos, da civilização ocidental, dos Estados Unidos e do cristianismo”.