Eu estou em choque!! “Funcionários dizem que foram orientados a recolher títulos com temática LGBT ou que possam gerar polêmicas” – Conteúdo impróprio?? Estão loucos!??! Quão absurdo é isso????

No início da tarde desta sexta-feira (6), 15 funcionários da Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEOP) chegaram à Bienal do Livro, que está sendo realizada no Riocentro, para identificar e lacrar livros considerados impróprios. Segundo Wolney Dias, subsecretário operacional da SEOP, que comandava a operação, trata-se de “uma vistoria em busca de material pornográfico”.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:
Funcionários da Secretaria de Ordem Pública da Prefeitura do Rio vistoriam livros na Bienal Foto: Gabriel Paiva / O Globo

“A prefeitura tem poder de polícia para isso” disse Wolney à imprensa presente no local. “Se o material não estiver seguindo as recomendações, ele será recolhido. Estamos seguindo a orientação da procuradoria da prefeitura. Eu não entendo que haja censura. Se for material pornográfico, oferecido sem as normas, será recolhido. “

Na última quinta-feira (5), o atual prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, divulgou um vídeo em suas redes sociais onde solicitava a retirada de uma HQ dos Vingadores com personagens LGBTQ dos estandes da Bienal do Livro. Após a polêmica, e uma nota oficial dos organizações da Bienal comunicando que a obra não seria retirada e que o evento é plural e atende a todos os públicos, a HQ acabou se tornando tão popular que em menos de uma hora a publicação estava esgotada.

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Editoras condenam ação da prefeitura

Várias editoras presentes na Bienal do Livro no Rio tem se manifestado publicamente contra a decisão da prefeitura.

“Recebemos um aviso no nosso estande na Bienal que haveria uma fiscalização da Secretaria de Ordem Pública exigindo que todos os livros com conteúdo LGBTQS fossem lacrados e sinalizados como livros com conteúdo impróprio. A Galera Record repudia qualquer tipo de censura e reitera a importância da representatividade na literatura jovem como forma de combate ao preconceito. Homofobia é crime e acreditamos que o papel do estado é incentivar a leitura e não criar barreiras que marginalizem uma parcela da população que já sofre com a intolerância. Nossos livros estão à venda no estande e em todas as livrarias brasileiras, online e físicas. Vamos continuar lutando para que todos os jovens se vejam representados em nossas histórias.”

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” Tendo em vista a presença de agentes da Secretaria de Ordem Pública do Rio de Janeiro fiscalizando estandes da Bienal, a Todavia vem a público repudiar toda e qualquer forma de censura. Repudia também a ideia de que existam livros impróprios. A fiscalização de livros remete a uma era sombria de nossa história, e seguiremos publicando e vendendo livros que exprimem nossa visão plural de mundo e do Brasil, direito esse amparado pela Constituição.”

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” Diante da censura feita por Marcelo Crivella, prefeito do Rio de Janeiro, ao quadrinho “Vingadores: A Cruzada das Crianças” e da fiscalização para identificar livros considerados “impróprios” na Bienal do Livro Rio, a Companhia das Letras manifesta seu repúdio a todo e qualquer ato de censura e se posiciona, mais uma vez, à favor da liberdade de expressão.
“Ficamos orgulhosos com a posição da organização da Bienal do Rio em defesa da liberdade de expressão e da diversidade. Ela mostra com dignidade a vocação e vontade dos editores. Posturas como a do prefeito Marcelo Crivella e do governador João Doria – que recentemente mandou recolher uma apostila escolar que falava sobre diversidade sexual – tentam colocar a sociedade brasileira em tempos medievais, quando as pessoas não tinham a liberdade de expressar suas identidades. Eles desprezam valores fundamentais da sociedade e tentam impedir o acesso à informação séria, que habilita os jovens a entrar na fase adulta mais preparados para uma vida feliz. Essas medidas, mais a suspensão do edital que daria apoio a produção de filmes LGBTQ+ por parte do governo federal, indicam uma perigosa ascensão do clima de censura no país – flagrantemente inconstitucional – e que traz a marca de um indesejável sentimento de intolerância discriminatória”, diz Luiz Schwarcz, CEO e fundador da Companhia das Letras”

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Diante da censura feita por Marcelo Crivella, prefeito do Rio de Janeiro, ao quadrinho “Vingadores: A Cruzada das Crianças” e da fiscalização para identificar livros considerados “impróprios” na Bienal do Livro Rio, a Companhia das Letras manifesta seu repúdio a todo e qualquer ato de censura e se posiciona, mais uma vez, a favor da liberdade de expressão. “Ficamos orgulhosos com a posição da organização da Bienal do Rio em defesa da liberdade de expressão e da diversidade. Ela mostra com dignidade a vocação e vontade dos editores. Posturas como a do prefeito Marcelo Crivella e do governador João Doria – que recentemente mandou recolher uma apostila escolar que falava sobre diversidade sexual – tentam colocar a sociedade brasileira em tempos medievais, quando as pessoas não tinham a liberdade de expressar suas identidades. Eles desprezam valores fundamentais da sociedade e tentam impedir o acesso à informação séria, que habilita os jovens a entrar na fase adulta mais preparados para uma vida feliz. Essas medidas, mais a suspensão do edital que daria apoio a produção de filmes LGBTQ+ por parte do governo federal, indicam uma perigosa ascensão do clima de censura no país – flagrantemente inconstitucional – e que traz a marca de um indesejável sentimento de intolerância discriminatória”, diz Luiz Schwarcz, CEO e fundador da Companhia das Letras #leiacomorgulho

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” Repudiamos todo e qualquer tipo de discriminação ou censura e, como sempre, nos posicionamos à favor da liberdade de expressão e da diversidade. Se você estiver na Bienal do Livro este ano, poderá encontrar em nosso estande vários livros com temática LGBT + “