Por conta de falar em um vídeo a frase “Eu engasto com pintos”, um seguidor questionou o youtuber Luba se isso não poderia ser considerado transfóbico.

Após um tempo de silêncio, Luba respondeu ao seguidor dizendo não entender o por quê do comentário ser um problema. Assista no vídeo abaixo:

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

“Eu não sei exatamente o que dizer sobre isso além de ‘Eu não sou transfóbico’. Acho que as pessoas querem que eu seja porque querem me ver como inimigo e querem me cancelar por qualquer motivo, mas não vão conseguir porque nada disso é verdade”, disse Luba no primeiro vídeo respondendo ao seguidor.

E realmente, simplesmente falar que “engasga com pintos” não caracteriza transfobia necessariamente. Até porque pênis não é uma exclusividade de homem ou de mulher. Neste ponto, Luba estava certo.

Depois disso, teve uma ocasião seguinte onde Luba fazia uma live jogando um game e outro seguidor o questionou novamente sobre o assunto: “Você não foi transfóbico por gostar de pinto, mas por resumir sua sexualidade a gostar de órgão genital excluindo homens trans”, afirmou o internauta.

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Aí o problema foi a maneira como Luba reagiu ao comentário: “Ninguém se importa. Caguei pra sua opinião.”

Logo depois, Luba comentou durante o jogo: “E se eu resumisse a minha sexualidade a uma coisa específica? As pessoas não tem absolutamente nada a ver com isso. C*ralho! Que povo chato! P*ta que me pariu de quatro! Todo dia isso! Para de colocar palavra na minha boca! Põe pinto na minha boca! P*rra, que povo chato do c*ralho!”

Bem… Melhor deixar pra responder sobre uma hipótese de transfobia quem for trans, né? Neste caso, quem respondeu muito bem a situação foi a influenciadora e também gamer Bryanna Nasck.

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“O Luba como homem gay, ainda mais que se dispõe a falar publicamente sobre gostar de pau. Ao invés de sentir ferido pessoalmente, poderia entender a problemática e não lançar o discurso padrão ‘gente chata’”, disse ela.

Ela foi adiante garantindo o direito de Luba ter seus gostos pessoais (todos temos afinal, né?): “É possível dizer ‘Sim gosto de pau, percebo que isso é o que me causa tesão. E também entendo que existe uma transfobia internalizada que me faz olhar para corpos que não sejam cis e perder tesão. Mas não sei se isso é algo que quero mudar’”.

Luba e Bryanna Nasck: ambos youtubers e gamers LGBTs. (Foto: Reprodução)
Luba e Bryanna Nasck: ambos youtubers e gamers LGBTs. (Foto: Reprodução)

Sensata que chama, né? Palmas pra Bryanna Nasck! Ao Luba, certamente não cabe um rótulo de transfobia só pelo comentário feito na live. Mas provavelmente seria bom ouvir mais quando se fala em outras vivências e reagir menos na defensiva.

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Bryanna Nasck finalizou lembrando: “Não é difícil entender sobre questões de gênero e sexualidade. É por que é tão mais fácil correr ao discurso ‘que gente chata e insuportável’ do que parar por um momento e ouvir que debate é esse que foi trazido.”

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).