JK Rowling, autora da saga Harry Potter, pediu desculpa aos seus seguidores no twitter após “acidentalmente” publicar uma mensagem envolvendo a comunidade trans, quando compartilhou um desenho de uma criança de nove anos.

A autora está lançando um novo livro infantil online, “The Ickabog”, e pediu aos seguidores crianças para enviarem desenhos de como eles imaginam os personagens. Em uma das artes que a escritora compartilhou, ela escreveu: “Eu amo esse Icakbog verdadeiramente fabuloso, com orelhas de morcego, olhos incompatíveis e dentes terríveis manchados de sangue!”

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O tweet continuou: “no tribunal, Wolf afirmou que o post no Facebook em que ele disse que queria ‘fo*** algumas TERFs’ era apenas ‘bravata’. #TheIckabog”.

A mensagem é parte de um texto hospedado em um site anti-transgênero e faz referência a polêmica envolvendo a ativista trans Tara Wolf e feministas transfóbicas, chamados de TERFs (feministas radicais trans-excludentes), em que Tara foi condenada por bater na ativista radical Maria Maclachlan, durante um protesto em 2017.

A escritora apagou a mensagem logo após a publicação e repostou a imagem do desenho, mas sem o trecho do caso. Em seguida comentou: “desculpe a frase aleatória e totalmente desconectada que apareceu por aqui. Eu apenas colei acidentalmente parte de uma mensagem não muito idiota que acabei de receber”.

Rowling continuou conversando sobre o assunto com os fãs e reforçou que ficou “mortificada”, além de explicar: “é o que acontece quando você não está prestando atenção e acidentalmente recorta e cola um tipo totalmente diferente de mensagem”.

Em outro momento, a autora disse: “vou dizer isso novamente, com calma e educação. Eu certamente não pretendia colar uma citação sobre o ataque a Maria Maclaughlin em um tweet para uma criança, especialmente devido ao linguajar usado pela pessoa condenada pelo crime”.

“No entanto, eu não tenho vergonha de ler sobre o ataque, como muitas das pessoas que agora aparecem em minhas menções parecem pensar. Você já deveria saber que acusações de crime sobre o que eu penso não me atingem. Leve sua censura e autoritarismo para outro lugar. Elas não funcionam em mim”, comenta a autora.

Esse não é o primeiro caso em que a autora se envolve em polêmicas com a comunidade trans. O mais recente foi quando a escritora curtiu uma organização transfóbica, a “LGB Alliance”, além de ter defendido uma mulher demitida por transfobia, curtido um tweet que se referia a mulheres trans como “homens de vestido” e seguir uma youtuber transfóbica.

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