No início deste mês, o ativista LGBTQIA+ Agripino Magalhães denunciou Netinho da Bahia e Carlinhos Mendigo por ofensas LGBTfóbicas. Pois bem, nesta semana agora, Agripino adicionou mais uma denúncia ao processo, desta vez por crime de racismo.

Além de adicionar ao processo do Netinho e Carlinhos Mendigo mais uma denúncia, Agripino colocou agora nessa berlinda, Antonia Fontenelle como acusada.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

“Na data de hoje(18/08/2020), eu Ativista LGBTI+ Agripino Magalhães juntamente com o Dr. Ângelo Carbone e sua equipe denunciamos junto ao Ministério Público de São Paulo, a Apresentadora Antônia Fontenelle, e o cantor Netinho da Bahia, pelos seguintes crimes: Rascimo, incitação ao ódio, LGBTIfobia E EXPOSIÇÃO DE RACISMO”, disse Agripino em comunicado.

A nova queixa crime foi realizada por conta de uma entrevista de Netinho ao canal ‘Na Lata’, apresentado pela viúva de Marcos Paulo, na qual ambos comentaram a música “Fricote”, de Luiz Caldas, que diz: “Nega do cabelo duro, que não gosta de pentear…”, dizendo que hoje em dia não se pode falar nada porque “tudo é racismo”, “tudo ofende”, se dizendo saudosos da época em que não tinha tanto “mimimi”.

VEJA TAMBÉM:  Homem faz protesto anti-LGBTQ em show de Ariana Grande e cantora repudia: “Que nojo”

“Hoje está chato! A gente não pode falar mais nada! Hoje tudo é preconceito, hoje tudo é racismo, bullying… isso tudo pra mim é questão política!”, diz Netinho lamentando o fato de em 2020 a sociedade não permitir mais você ser livremente racista, machista ou LGBTfóbico como em outros tempos.

Se tiver estômago, assista ao trecho do vídeo abaixo:

 

Em nome de Agripino e seu advogado, o ofício encaminhado ao Ministério Público afirma: “Ao que parece, eles acreditam que estão num país da impunidade, onde não existe lei e nem justiça, e com isso, pisam nos LGBTI+, agridem minorias e mesmo com processo em andamento, fazem pouco caso e desprezam o Ministério Público e o Juízo Criminal, como se não existissem.”

Na entrevista, o cantor bolsonarista critica o fato de que nos dias de hoje qualquer palavra dita e atitude vão ser motivos de críticas, pois todos estão sendo vigiados e por isso, nos dias atuais, a música seria considerada racista.

VEJA TAMBÉM:  Brunei: Ellen DeGeneres, Adam Lambert e Luke Evans aderem boicote à rede de hotéis de país anti-LGBT

No processo, Magalhães pede que o vídeo da entrevista seja retirado do ar, adjetivando a mesma de ” entrevista pejorativa, homofóbica e racista”.

“Os querelados, ao que parece, acreditam que estão num País de impunidade, onde não existe lei nem justiça, e com isso pisam nos LGBTI+, agridem minorias e mesmo com processo em andamento fazem pouco caso e desprezam o Ministério Público e o Juízo Criminal, como se eles não existissem”, argumenta o ativista.

Antonia Fontenelle foi contatada pelo UOL e negou que o vídeo tenha sido racista, dizendo que não existem motivos para processo: “A gente comentou dessa música do Luiz Caldas que saiu do ar. Agora, me processar? Acho que ele não tem por que me processar”, afirma Antonia.

Vale lembrar que essa não é a primeira vez que a apresentadora bolsonarista tem atitudes e falas lgbtfóbicas e dessa vez, ainda é acusada de racismo. A viúva de Marcos Paulo já foi acusada de ser transfóbica com o ator Thammy Miranda, quando declarou voto em políticos abertamente homofóbicos, ou ainda quando surtou e mandou “gays e viadinhos pra casa do caralho” em suas próprias palavras. Além de tudo disso, ela já ameaçou os LGBTs em um vídeo, garantindo que ia conseguir com seus amigos políticos, uma lei pra criminalizar os LGBTs que a criticam nas redes sociais.

VEJA TAMBÉM:  Homofóbico, vereador sugere proibir Parada LGBT e internautas reagem

Estamos esperando a lei até hoje…

A assessoria de Netinho por sua vez, disse ao UOL que o cantor não tem nada a declarar sobre o caso.

Maikon Stefan
Amante do teatro, tv e de Harry Potter, formado em Técnico em Administração e Bacharel em Ciência e Tecnologia (UNIFESP-SJC). Atualmente cursa Engenharia de Materiais (UNIFESP-SJC). Também foi Presidente da Empresa Júnior (Ectm Jr). "Me chama pra causar que eu vou".