O pastor Marcos Gladstone é fundador da Igreja Cristã Contemporânea (ICC) na cidade do Rio de Janeiro. Ele se converteu aos 14 anos após uma tentativa de suicídio motivada por sua orientação sexual.

“Eu não me sentia adequado em nenhum ambiente em que eu estivesse. Achava que se eu me assumisse gay seria rejeitado e teria muitos problemas. Também tinha muito medo de não ter uma família. Então eu quis acabar com aquela dor. Quem tenta suicídio não quer, necessariamente, se matar, mas quer acabar com a dor. Este episódio acabou sendo, de certa forma, interessante, por que logo em seguida eu e minha família fomos convidados a uma igreja e tudo se modificou”, disse ao Catraca Livre.

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O pastor nasceu em uma família católica não praticante e chegou a acreditar que a igreja o recuperaria do desejo sexual por homens. Mas foi durante uma viagem a meca mundial da juventude que Marcos passou a se aceitar.

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“Naquela viagem tive uma revelação espiritual que me mostrava que Deus me amava e aceitava do jeito que eu era. Voltei ao Brasil e terminei o meu noivado. Mas a decisão mais difícil mesmo foi abandonar a igreja porque, apesar de saber que Deus me aceitava, a igreja não aceitava”, concluiu o religioso.

Pastor evangélico usa fé para combater LGBTfobia (Foto: Reprodução / Facebook)
Pastor evangélico usa fé para combater LGBTfobia (Foto: Reprodução / Facebook)

Então, em 2006, o pastor resolveu fundar a  Igreja Cristã Contemporânea (ICC). Ele tinha o objetivo claro de não excluir as pessoas de sua igreja e gostaria que qualquer fiel pudesse manifestar sua fé, independente de sua orientação sexual ou identidade de gênero.

“Jesus acolheu o leproso, acolheu o pecador, amou incondicionalmente pessoas que a religião descartava e hoje a gente vive isso dentro da Igreja Cristã Contemporânea. A gente vem para o nosso templo viver aquilo que Jesus também viveu ao pregar e acolher aquele que era excluído pela sociedade e, principalmente, pela Igreja. Na ICC não repetimos discursos de ódio e intolerância”, afirma Gladstone.