Os organizadores da “L.A. Pride”, Parada do Orgulho LGBT+ de Los Angeles, cancelaram o evento deste ano, que deveria ocorrer entre 12 a 14 de junho, devido a pandemia de coronavírus. A celebração seria um marco histórico em comemoração aos 50 anos do evento na cidade.

No entanto, Christopher Street West, que produz a “L.A. Pride”, anunciou que a realização do evento vai ocorrer, mas em uma marcha pacífica de protesto contra o racismo no domingo, dia 14 de junho.

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Estevan Montemayor, presidente da organização, disse: “em 1970, nos reunimos no Hollywood Boulevard para protestar contra a brutalidade policial e a opressão à nossa comunidade. Vamos fazer isso novamente este ano, onde começou, em solidariedade com o movimento Black Lives Matter [Vidas Negras Importam].”

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A marcha começa às 10h, no cruzamento das avenidas Hollywood e Highland. Os manifestantes seguirão para West Hollywood, onde o desfile normalmente acontece, terminando nas avenidas de Santa Monica e San Vicente.

Honrando o legado de Stonewall

Os Estados Unidos estão há mais de uma semana em protestos após a morte de George Floyd, um homem negro, por um policial branco.

Segundo Christopher Street West Board, o que está acontecendo é um lembrete de sua própria história, pois marcava um ano desde os levantes de Stonewall, no qual os membros negros da comunidade LGBT+ estavam na linha de frente, incluindo a conhecida Marsha P. Johnson. O conselho decidiu por unanimidade que eles precisavam se solidarizar com os protestos da “Black Lives Matter” nos EUA.

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Montemayor completou: “é nosso imperativo moral honrar o legado de Marsha P. Johnson e Sylvia Rivera, que bravamente lideraram a insurreição de Stonewall, apoiando-se em solidariedade com a comunidade negra contra o racismo sistêmico e juntando-se à luta por reformas significativas e duradouras”.

Os organizadores estão pedindo aos participantes do protesto que usem máscaras e levem álcool para as mãos ou luvas para ajudar a proteção contra o Covida-19.

Montemayor afirma saber que seria mais seguro não realizar o protesto, mas diz que era “absolutamente necessário” sair de casa e falar ativamente sobre as injustiças que as pessoas negras enfrentam.