Os países europeus estão anos-luz à frente do Brasil, onde a homofobia ainda está sendo julgada pelo Supremo Tribunal Federal para ver a possibilidade de se tornar homofobia e transfobia crimes. É que na Franca, mais especificamente, os políticos estão entrando em consenso de uma lei que retira da matrícula escolar, dos registros de aula, das autorizações parentais e de formulários escolares em geral as palavras “pai” e “mãe”. A ideia é que as palavras sejam substituídas pelos termos “progenitor 1” e “progenitor 2”, a fim de evitar discriminação e constrangimentos a casais homossexuais.

A alteração, que foi muito bem vista por uma boa quantidade de deputados visa enraizar na legislação a diversidade parental das crianças, pontua a deputada Valérie Petit. A medida é um maneira de estar fora da caixa e de se desprender de modelos sociais e familiares antiquados. É uma medida de igualdade social!

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Para o ministro da Educação, Jean-Michel Blanquer a proposta precisa ser melhor estudada de uma maneia que não hierarquize os pais, e que se deve ter um cuidado maior na maneira de trabalhar até se chegar a uma fórmula correta. A deputada Anne-Christine Lang, admite que existe a possibilidade de usar de outra nomenclatura para que as famílias melhor optem pelas opções adequadas. Segundo a co-redatora do projeto, a medida evitaria uma hierarquização além de respeitar os casais homossexuais; e seria uma maneira confortável de conciliar os deputados que se opuseram a proposta.

O vice-secretário-geral do Partido Republicano, Fabien Di Filippo ver a alteração como uma ideologia assustadora, que a proposta promove uma remoção de referências aquelas relacionadas com a família.

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Em nova leitura do texto, a assembleia francesa e a deputada Anne-Christine Lang perpetua que uma solução para todas as famílias haverá de ser encontrada.

A medida de retirar as designações “pai” e “mãe” faz parte do projeto Escola da Confiança, que se sustenta em três pilares: os valores fundamentais da república francesa, a ambição da excelência e a bondade. A alteração em causa foi discutida inicialmente pelo Governo francês em 2013, quando o país legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo.