Em um momento tocante, o candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Joe Biden teve a chance de responder a uma pergunta sobre Direitos LGBT na TV. Sua resposta mostrou bem sua diferença com o candidato republicano a reeleição pela presidência dos EUA, Donald Trump.

Ao vivo na ABC na noite de quinta-feira (15 de outubro), o candidato à presidência democrata foi questionado em uma sabatina sobre como protegeria as vidas e os direitos das pessoas LGBT+.

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A pergunta veio de Mieke Haeck, uma fisioterapeuta e “mãe orgulhosa” de duas meninas de 8 e 10 anos. A mais nova delas é trans e isso muito lhe preocupa.

Ela explicou como o governo Trump “atacou os direitos das pessoas trans”, destacando a proibição a pessoas trans nas forças armadas do país e o enfraquecimento das leis de proteções contra a discriminação no trabalho – feitas na Era Obama – e a remoção da palavra e qualquer assunto “transgênero” em sites do governo, mesmo em questões de saúde.

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“Você como presidente reverterá essa agenda perigosa e discriminatória e garantirá que as vidas e os direitos das pessoas LGBTQ nos EUA sejam respeitadas?”, perguntou Haeck.

Mãe de filha trans questiona presidenciável Joe Biden. (Foto: Reprodução / ABC)
Mãe de filha trans questiona presidenciável Joe Biden. (Foto: Reprodução / ABC)

E Biden respondeu prontamente: “Vou simplesmente mudar a lei. Eliminar essas ordens executivas, número um.”

Joe Biden refletiu então sobre seu pai, que o ensinou a não discriminar pessoas LGBTs, lembrando-se de uma ocasião em sua juventude quando viu um casal gay se beijando: “Eu me virei para meu pai, meu pai olhou e disse: “É simples, eles se amam”, disse Biden.

Voltando à filha de Haek, ele continuou: “Deve haver discriminação zero. E o que está acontecendo é que muitas mulheres transexuais negras estão sendo assassinadas, elas estão sendo assassinadas por crimes de ódio!”

Quando Joe Biden sugeriu que o número de homicídios de transgêneros por transfobia até agora este ano era 17, Haeck indicou que era maior – o total agora é de pelo menos 33, tornando 2020 o ano mais mortal para pessoas trans desde o início dos registros nos Estados Unidos.

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Biden concluiu: “Prometo a você, não há razão para sugerir que deva ser negado qualquer direito a suas filhas … que sua outra filha tem o direito de ser e fazer. Nenhum. Zero.”

Haeck não foi a único eleitora que levantou preocupação sobre as questões de Direitos LGBT. Um outro perguntou se a comunidade LGBT+ deveria se preocupar com a nomeação (de Donald Trump) da juíza conservadora Amy Coney Barrett para a Suprema Corte, levando a uma erosão de direitos.

“Acho que há um grande motivo para preocupação”, alertou Biden.

E continuou: “Minha leitura do que a juíza disse foi que ela não respondeu a muitas perguntas. Eu nem mesmo acho que ela expôs muito de uma filosofia judicial em termos a base sobre a qual ela pensa que são os direitos básicos não enumerados da própria constituição. Portanto, acho que há um grande motivo para se preocupar com Direitos LGBT”.

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O ex-vice presidente de Barack Obama então terminou o assunto dizendo: “Os direitos LGBT sã] algo pelo qual lutamos por muito tempo, para haver igualdade em todos os setores.”

Assista a um trecho do momento abaixo, postado no Twitter:

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).