O Ministro da Saúde da Irlanda do Norte, Robin Swann, anunciou que o país vai flexibilizar as regras para doação de sangue por homens gays e bissexuais. A mudança segue atitudes semelhantes de outros países, que enfrentam escassez de sangue por causa da pandemia do coronavírus.

A nova medida estabelece que homens que mantiveram relações sexuais com outros homens doem sangue três meses após a data da última relação sexual, a restrição anterior estipulava um período de 12 meses. ″É de extrema importância para mim manter a segurança do sangue coletado e estou confiante de que a nova política que estou anunciando hoje fará isso, ao mesmo tempo em que permitirá que mais pessoas doem”, afirma Swann em comunicado.

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Com a decisão, a Irlanda do Norte, considerada a mais conservadora da Grã-Bretanha, se alinha com o resto do território. Em 2011, uma medida do governo britânico acabou na Inglaterra, Escócia e País de Gales com a proibição a homossexuais e bissexuais.

″É um passo realmente importante para a Irlanda do Norte estar alinhada com as outras regiões do Reino Unido. Gostaria de comemorar e reconhecer isso. Mas, obviamente, não é o fim das discussões”, aponta Gavin Boyd, gerente de políticas e advocacia da organização de saúde e bem-estar LGBT + da Irlanda do Norte do Rainbow Project.

Foto: Camila Souza

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