O roteirista Dustin Lance Black falou sobre como ele e o marido, o atleta medalhista olímpico Tom Daley, estão criando seu filho de dois anos, Robbie, ignorando os tradicionais “limites bizarros de gênero”, em suas palavras.

Black, de 46 anos, disse em entrevista ao podcast Some Families sobre como tem sido ser pai para ele e Daley, de 26. O cineasta enfatizou que não quer ser aquele pai que “impõe limites ao azul nas escolhas do filho” e quer deixá-lo livre pra ser ele mesmo.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Conversando com os podcasters dos pais Lotte Jeffs e Stu Oakley, Black descreveu como é importante para eles ensinar Robbie sobre a história LGBT: “Quero que nosso filho tenha orgulho de seus pais gays”, disse o roteirista do filme Milk. “Quero que ele saiba onde ele se encaixa na história.

“Quero que pais gays e lésbicas possam compartilhar nossa história de orgulho com nossos filhos. Isso os levantará”. Ele continuou: “Eu acho que, em grande parte, o movimento pelos direitos das mulheres e o movimento LGBT estão ligados à ideia de que o gênero não deve determinar o destino.”

VEJA TAMBÉM:  Afrontoso, Tom Daley usa símbolo LGBT em pódio na Rússia

“Nossos irmãos gays precisam defender as mulheres e, quando se trata de pais, significa apenas não estabelecer esses limites bizarros com base nessas construções [estereotipadas de gênero] que são completamente antinaturais”.

Black e Daley deram as boas-vindas a Robbie em 2018, que nasceu nos EUA por meio de uma barriga de aluguel. Ambos doaram esperma sem fazer qualquer questão de saber sobre quem é o pai biológico. Não faz diferença afinal, né? Criar e ser pai é dar amor, cuidado e educação.

VEJA TAMBÉM:  Artista recria super-heróis ‘machões’ em versão ‘pinup’

Sobre adotar um filho, é uma opção que ambos consideram para o futuro, aumentando a família.

Quando perguntado se acha que seu relacionamento com Tom, por ser público, ajuda que as pessoas normalizem famílias LGBTs, Dustin disse: “Espero que não, porque ‘o que é normal? Espero não ser normal! Quem é? Deve ser tão chato. Eu nem sei que conheço uma única pessoa normal. O que diabos é normal? Somos todos diferentes”.

“Então, onde estão essas pessoas que são iguais umas às outras? Eu não sei onde eles estão. Em termos de se tornar heteronormativo, não deve ser forçado a ninguém se casar e ter filhos. Alguns de nós realmente desejam e lutamos por este direito! O importante é você se encontrar, esteja em um relacionamento sem filhos, com filhos, solteiro…  Não se prenda em padrões de normalidade ou regras de como sua vida deveria ser de acordo com os outros. Deixe sua linda bandeira brilhar, voe!”

VEJA TAMBÉM:  Escola ensinará 58 tipos diferentes de gênero aos alunos na Índia
Avatar
Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).