O presidente Jair Bolsonaro não teve uma semana nada fácil! Logo após ter que lidar com a derrota de seu ídolo mor, Donald Trump, à presidência dos Estados Unidos, foi revelado que ele perdeu o processo que movia contra o padre Júlio Lancellotti.

Em março de 2017, Bolsonaro entrou com processo contra o religioso por danos morais e pedindo indenização na Justiça por comentários feitos pelo padre.

Na ocasião, em 2017, padre Júlio Lancellotti classificou como “vergonhosos” os posicionamentos do então deputado e candidato à presidência, a quem chamou de “machista”, “violento” e “homofóbico”.

Sim, Bolsonaro tentou processá-lo por isso! Acabou que ficou fácil para o pároco se defender e provar na Justiça o porque o político é de fato machista, violento e homofóbico.

Confirmado pela Justiça: Bolsonaro é machista, violento e homofóbico. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Confirmado pela Justiça: Bolsonaro é machista, violento e homofóbico. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Sendo assim, o juiz Marcelo Nobre de Almeida, da 7ª Vara Cível do Rio de Janeiro, julgou a ação como improcedente e negou o pedido de indenização, entendendo que os comentários do Júlio Lancellotti eram justificáveis pelo histórico de declarações e atitudes de Bolsonaro, além de “não apresentarem o ‘animus‘ específico de injuriar ou ofender o autor”.

“O que se verifica foi ter ocorrido uma tentativa de defesa mais veemente de uma outra visão dos temas que eram objeto da pregação e que são diametralmente opostos ao que é utilizado como bandeira pelo demandante”, diz trecho da sentença.

Segundo informou o portal jurídico Conjur, em sua decisão, o magistrado apontou a inexistência de qualquer delito do padre e ainda condenou o presidente a pagar as custas e os honorários do processo ao padre Júlio Lancellotti.

Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).