Akashi se tornou a primeira cidade japonesa a introduzir um sistema de parceria planejada que reconhecerá as relações familiares entre casais LGBTQ+ e seus filhos.

O movimento recém-implementado foi levantado em dezembro de 2020, após pressão das minorias. Desde então, o governo local de Akashi se tornou o primeiro a reconhecer este pedido.

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Embora a nova estrutura não seja uma mudança legal, o progresso garante direitos futuros e visibilidade para casais do mesmo sexo e suas famílias.

Casais do mesmo sexo agora podem mudar seu status de relacionamento de “companheiros de quarto” para “parentes”, um pedido que há muito vem sendo defendido no censo japonês.

A cidade japonesa acredita que esta nova opinião sobre a certificação residencial permitirá que casais e seus filhos sejam reconhecidos culturalmente como uma família típica. Outro direito concedido é a possibilidade de morar em casas pertencentes ao governo e de serem enterrados juntos em cemitérios municipais.

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Como parte dessas mudanças governamentais, as autoridades municipais esperam que uma mudança cultural mais ampla ocorra e também tenha impacto no sistema escolar local.

Segundo o Gay Times, atualmente, os pais do mesmo sexo não podem buscar seus filhos nas escolas e creches, pois as regras escolares declaram que as crianças só podem ser retiradas da escola por pais biológicos.

“É função do setor público apoiar os residentes sem deixar ninguém para trás”, disse o prefeito da cidade japonesa e Akashi, Fusaho Izumi. “O novo sistema cobre as crianças porque estamos trabalhando no desenvolvimento da cidade centrado nas crianças.”

Da forma como está, o governo japonês não reconhece os casamentos do mesmo sexo, mas as coisas estão mudando gradualmente. “Existem muitas formas de casais e famílias, por isso queríamos atender às necessidades dessas pessoas tanto quanto possível”, disse um funcionário do governo durante uma entrevista coletiva.