Que dúvida! Hoje em dia, desde 2013, nós gays podemos nos casar no cartório de registro civil como qualquer mortal. Mas, muita gente ainda faz contratos de união estável.

Vamos aos prós e contras dos dois. Casar, é um ato simples, relativamente barato onde basta que as partes se dirijam a um cartório de registro civil, aguardem a publicação dos editais e marquem a data do casório.

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Se você escolher o regime da comunhão parcial de bens (que é aquele em que tudo o que for adquirido no casamento é metade de cada um), não precisa fazer nada. Esse é o regime legal, como dizemos.

Se for optar pela comunhão de bens (que tudo o que você já tem você dá metade ao parceiro no momento do casamento) ou, pela separação total de bens (quando nada nunca vai ser dos dois nubentes), você tem que primeiro ir a um tabelião e fazer uma escritura de pacto antenupcial tanto para a separação como para a comunhão.

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Ninguém casa pra separar mas, quando há o divórcio, tudo vai ter que ser tratado no processo, ou seja, alimentos, partilha de bens, guarda de filhos, etc.

Já, no caso de você fazer um contrato de união estável, essas coisas podem ser resolvidas sem briga e antes do casamento. No contrato se coloca se vai haver alimentos quando da separação. Quem vai ficar com os filhos em caso de separação e, o regime de bens da união também se escolhe no contrato sem precisar da tal escritura de pacto antenupcial.

Passados muitos anos fazendo isso, o que vejo é que os casais primeiro contratam para, depois, em alguns poucos casos, se casarem no registro civil. Os contratos são mais abrangentes e trazem menos confusão, se o divórcio acontecer.

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).