Viado tem que morrer!”.

Foi essa afirmação que um casal LGBT ouviu ao ser agredido na Ilha do Fogo, ponto turístico localizado entre os municípios de Juazeiro-BA e Petrolina-PE, no início da noite do último sábado (05). Após ser insultado, o casal foi atacado por dois criminosos, quando deixavam a ilha.

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Segundo o portal Preto no Branco, que conversou com uma das vítimas na última segunda-feira (07), que preferem não se identificar para evitar represálias, que conta que como habitualmente fazem, aproveitavam o fim de semana na Ilha do Fogo, quando foram abordados e agredidos por dois homens com um pedaço de madeira.

Ele relatou ainda que ao questionar o motivo do ataque, ouviu que eles tinham que morrer por conta da orientação sexual. A vítima, ainda assustada, conta que não faz ideia se já estavam sendo observados pelos agressores e no instante em que saíam estavam abraçados, como qualquer casal, e covardemente foram atacados.

Casal LGBT foi agredido na saída da Ilha do Fogo, área conhecida entre Petrolina-PE e Juazeiro-BA

A vítima contou ainda que as agressões só acabaram porque ele e o namorado conseguiram fugir. Que devido o horário já avançado e a pouca iluminação, eles não viram ninguém para que os socorresse, ou que sequer alguém tenha percebido o que realmente acontecia ali.

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As vítimas ficaram com marcas da violência pelo corpo. Apesar do ocorrido, os mesmos não se sentiram intimidados e irão prestar queixa na polícia na esperança de que alguma atitude seja tomada; pois os mesmo relatam que o local é bastante frequentado pelo público LGBT e temem que novas agressões possam ocorrer.

Ainda de acordo com a vítima, no tempo em que esteve na Ilha do Fogo, não havia nenhum tipo de segurança municipal ou ronda policial no local. Atualmente a ilha está sob a responsabilidade da Prefeitura de Petrolina, na região do Vale do São Francisco, interior de Pernambuco.

O site teve acesso e também conversou com o coordenador municipal da aliança nacional LGBT, Alzyr Anttonio Sá Brasileiro. Para o mesmo “A importância da denúncia é justamente para as autoridades e a sociedade estarem a par que a LGBTFOBIA é uma questão social grave, e que nós LGBTQI+ precisamos de segurança e de um olhar mais sensível da rede de segurança pública, pois muitos de nós temos medo de ir a uma delegacia e sofrer mais algum tipo de violência e discriminação. Não podemos nos calar, temos que denunciar e lutar pelos nossos direitos, segurança pública é direito de todos e dever do estado”.

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Alzyr concluiu destacando a importância de falar sobre crimes de homofobia. “Além da denúncia outra coisa importante é publicizar o caso, através dessa publicidade podemos conscientizar as pessoas, pedir atenção e principalmente cobrar uma solução e não deixar que fique impune”.

Em contato com a Prefeitura de Petrolina, a gestão informou que a Guarda Civil realiza rondas ostensivas frequentemente e está à disposição da população 24h.