Bem diferente do Brasil, que apesar de todas as dificuldades que a comunidade LGBT enfrenta, cada vez mais e mais personagens tem ganhado tramas próprias e um espaço maior nas novelas, séries e filmes na TV aberta; no México, entretanto, a história é um pouco diferente.

Seria impossível de se pensar que no horário nobre do Canal das Estrelas da Televisa, com um público em frente as telas de mais de 3 milhões de telespectadores diariamente, as pessoas se renderiam à história de amor de dois adolescentes gays de 15 anos: Aristoteles e Cauahtémoc.

A aceitação do casal teen tem sido tão grande, que os criadores da trama tem recebido reclamações de o porquê de após trezentos capítulos o casal Aris e Temo ainda não se beijaram como acontece com qualquer casal heterossexual da novela.

É importante ressaltar que até uns anos atrás, a Televisa, emissora que abriga Meu marido tem outra família, censurava qualquer tipo de demonstração de amor homossexual. Contudo, o estigma foi quebrado em 2017, onde foi exibido um beijo homossexual no programa Como diz o ditado.

Diariamente a novela chega aos trending topic, no México. Mas segundo os criadores da novela, existe muito mais a se fazer com o casal teen (como apresentá-los como pessoas com sentimentos que se gostam e têm direito ao amor como qualquer um) do que usá-los para criar uma carga política muito pesada, na intenção de viabilizar direitos da comunidade LGBT com cenas que possam irritar o público mais conservador.


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Os apoiadores do casal Aristemo tem acompanhado desde o início da trama o desenvolvimento do casal em todo seu envolvimento: aceitação, sair do armário, bullying, conflitos familiares, o relacionamento dos adolescentes. O não avançar no relacionamento de Aristemo tornaria incoerente e não fecharia o ciclo, porém.

A novela foi indicada à premiação GLAAD nos Estados Unidos que reconhece dentro do mundo do espetáculo os que apoiam os direitos da comunidade LGBTIQ.