O gigante varejista francês Carrefour removeu sua nova campanha publicitária da televisão estatal polonesa, Telewizja Polska S.A. A mudança vem à luz das opiniões anti-LGBTQ+ da Polônia.

A empresa usou o Twitter para anunciar a decisão depois que os usuários trouxeram à tona a questão do comportamento anti-LGBTQ+ do canal TVP. Em um caso, eles usaram uma citação que se referia à comunidade LGBTQ+ como uma “praga do arco-íris”.

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“Olá, estes conteúdos não refletem nossos valores. Seguindo seu relatório, interrompemos a campanha atual”, afirmou o Carrefour. A decisão irritou Samuel Pereira, chefe da Telewizja Polska, que afirmou que “nunca houve uma praga do arco-íris”.

A filial polonesa do Carrefour também divulgou um comunicado sobre a situação afirmando. “As posições do Carrefour Polska e do Carrefour Group na França são convergentes. Decidimos não postar nossos anúncios em conteúdo que não reflita os valores de tolerância, respeito pelas outras pessoas ou respeito pela diversidade”.

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“O Carrefour Polska é uma empresa que segue os mais altos padrões no que diz respeito à diversidade de seus clientes, funcionários e parceiros de negócios”, conclui o comunicado da empresa que, nos últimos dois anos, tem apresentado posicionamento completamente diferente no Brasil.

Nos últimos anos, o governo polonês tem como alvo as minorias sexuais e apoiado organizações que espalham a homofobia.

Carrefour afirma não apoiar governo homofóbico

Segundo o Gay Times, o governante Partido da Justiça e da Lei do país inspirou várias cidades na Polônia a se declararem uma “zona livre de LGBT”, livre da “ideologia LGBT”, colocando os cidadãos LGBTQ+ vulneráveis ​​em risco de discriminação, preconceito e violência.

A posição do governo polonês sobre a comunidade LGBTQ+ foi recebida com resistência por parte de mais de 50 países e da União Europeia. Recentemente, foi anunciado que a UE estaria incutindo novas medidas para defender a comunidade LGBTQ+ com uma estratégia de proteção.

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A nova estratégia se estenderia pelos próximos cinco anos e se concentraria no “combate à discriminação; garantindo a segurança; construir sociedades inclusivas e liderar o apelo à igualdade LGBTIQ em todo o mundo”.

“Igualdade e não discriminação são valores centrais e direitos fundamentais na União Europeia”, afirma a Comissária para a Igualdade, Helena Dalli.