Raquel Virginia, integrante da banda “As Bahias E A Cozinha Mineira”, estava passeando pelo Shopping Bourbon, no bairro Pompeia da cidade de São Paulo, quando deu de cara com uma cena que não esperava: um grupo de adolescentes negros detidos por um grupo de seguranças do shopping.

Preocupada, ela decidiu ir perguntar o que estava havendo. Um dos garotos disse que os seguranças estavam averiguando uma reclamação de uma loja sobre eles.

Foi aí que ela perguntou educadamente: “Reclamaram de que?”, ao que o segurança não soube responder. Raquel então olhou para os garotos e disse que podiam ir embora dali passear porque os seguranças não tinham motivo e sequer o direito de segurá-los ali. “Valeu, tia!”, responderam e partiram os garotos.

Um dos seguranças perguntou quem ela era, ao que ela respondeu: “Uma cidadã que paga impostos e não vai compactuar com crime de racismo!”.

Após encerrar a discussão com os seguranças liberando os meninos, Raquel voltava das compras quando passou novamente pelo mesmo segurança que havia detido os garotos antes.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Ele então pediu para olhar suas sacolas, ao que ela deixou e disse: “Pode olhar. Sou rica, comprei bastante coisa e tudo caro! Fruto de estudo e competência”.

E foi aí que aconteceu o mais absurdo. Ele simplesmente respondeu: “E tem que estudar agora pra ser puta e fazer programa?”.

Indignada, desrespeitada e humilhada, Raquel deixou o estabelecimento e postou em suas redes sociais o acontecido, denunciando o preconceito com que foi tratada pelo segurança (este sim, preconceituoso tanto com os garotos quanto com ela) do Shopping Bourbon.

“Jamais pediria se não fosse sério. Tenho vídeos e peço para que compartilhem e vamos pedir para que o Shopping Bourbon se pronuncie a respeito”, pede ela em seu post no Instagram que você pode conferir na íntegra abaixo:

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POR FAVOR, VAMOS NAS REDES DESSE SHOPPING QUESTIONAR. Estava no @bourbonshopping fazendo compras. Quando passo perto de um grupo de adolescentes negros com varios seguranças em volta. Ouço um deles dizer pro outro, “vc fez alguma coisa? Não. Então já era”. Esperei alguns minutos fingindo que estava olhando vitrines e fui até um deles, pedi licença e perguntei o que estava havendo. Ele me contou que os seguranças estavam averiguando uma reclamação de uma loja. Eu perguntei pro segurança: o que vcs estão averiguando? Ele me respondeu: “uma loja reclamou deles” Eu perguntei: “ reclamou o que ?” Ele me olhou com cara de “não sei”. Eu olhei para os garotos e disse: “podem ir, vão passear, eles não podem segurar vocês aqui, podem ir”. Nesse momento um deles me olhou e disse: “ valeu tia”. Eu comecei a discutir com um dos seguranças que o tempo todo perguntou quem eu era. Eu respondi “uma cidadã, que paga impostos e não vai compactuar com o crime do racismo” Depois de muita discussão voltei às compras e os garotos foram passear. Ainda passeie com eles um pouco. Resumindo: voltei às compras. Encontrei com o segurança novamente: ele olhou minhas sacolas, por certo pra saber meu poder de compra. Eu falei pra ele: “pode olhar, sou rica, comprei bastante coisa e tudo coisa cara. Fruto de estudo e competência. Ao que ele me disse: tem que estudar pra ser puta e fazer programa?. Tenho vídeos. Peço pra que vocês compartilhem e vamos pedir pra que o shopping Bourbon se pronuncie a respeito. É importante. Jamais pediria se não fosse sério.

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 100 milhões de visualizações e 800 mil inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).