Em visita a cidade de Chapecó, em Santa Catarina, o presidente Jair Bolsonaro relacionou o vírus do HIV com pessoas homossexuais. Durante o discurso homofóbico, o chefe do executivo comparou o vírus causador da AIDS com o transmissor da Covid-19. O presidente voltou a defender medidas sem eficácia científica para o combate ao coronavírus.

“Eu acredito na ciência, mas a ciência por vezes demora. Naquela época, o que foi usado para combater o HIV? O coquetel do AZT. Era comprovado cientificamente? Não. Se não tivesse usado, não chegaríamos no futuro ao coquetel”, declarou Bolsonaro.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Bolsonaro seguiu com falas preconceituosas e sem embasamento científico. “O HIV era mais voltado para uma classe específica, que tinham comportamentos sexuais diferenciados e também se contraia via injeção, via compartilhamento de agulhas. Até hoje não temos uma vacina para isso (HIV). A mesma coisa agora com a questão da Covid-19.”

Bolsonaro se isentou da responsabilidade pela falta de vacinas e não citou as medidas tomadas pelo seu governo contra o isolamento social. Em meio a pandemia da Covid-19, o jornalismo brasileiro precisa combater a pandemia da ignorância do homem que deveria governar o país.

VEJA TAMBÉM:  Bolsonaro se compromete a barrar avanços LGBT em seu governo

Segundo especialista ouvido pela Carta Capital, a fala do presidente foi equivocada. “O Grande equívoco da fala do presidente é que em todo o tratamento da Aids, toda a evolução feita do tratamento, a descobertas de novas drogas e a incorporação desses medicamentos foram baseados em pesquisa científica, que comprovaram a eficácia dos tratamentos. A eficácia foi melhorando conforme novas drogas foram descobertas”.

Bolsonaro associa HIV a "pessoas com comportamentos sexuais diferenciados"; assista
Bolsonaro associa HIV a “pessoas com comportamentos sexuais diferenciados”; assista