A Austrália está realizando uma pesquisa por meio de uma consulta popular via correio para saber a opinião das pessoas sobre o casamento igualitário, ou seja, os mesmos direitos para casais heterossexuais e LGBT, mas o período não tem tido apenas resultados positivos. À medida que as pesquisas vão finalizando, os casos de crimes de cunho homofóbicos têm aumentado durante a campanha.

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Um grupo em prol da comunidade LGBT tem recolhido estes dados e já registrou mais de 220 exemplos de discurso de ódio durante todo o plebiscito postal da União Australiana. O projeto Like Love monitora redes sociais, sites de notícias e espaços públicos e já rastreou declarações públicas que incitam o ridículo ou o ódio com base na sexualidade ou identidade de gênero.

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“Infelizmente, durante toda o plebiscito, foi praticamente impossível para quem se identifica como LGBT para evitar a exposição a ridicularizações que condenam quem são como pessoa.O inquérito postal abriu a porta para que a homofobia e a vilificação fossem expressadas sob o disfarce de um debate legítimo. Em vez de um debate legítimo, a comunidade teve que aguentar semanas de comentários destrutivos que só levam a sociedade para trás no progresso que levou 30 anos para ser construído”, disse Matilda Alexander, presidente do Serviço Jurídico LGBT.

As autoridades do país têm recomendado que as pessoas que sofreram ofensas por escrito ou verbalmente, que gravem ou fotografem, incluindo a data e a hora, e busquem a justiça para se defenderem.

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).