Na última semana tivemos a triste notícia do assassinato de Plínio Henrique de Almeida Lima, um cabeleireiro gay de apenas 30 anos que andava com seu marido. Os dois caminhavam vindo do Parque do Ibirapuera até a Avenida Paulista junto com mais um casal de amigos.

Plínio foi brutalmente assassinado por Fúvio Matos, um homofóbico que junto de mais dois amigos que o incentivaram, se incomodou com a presença dos homossexuais e ficou provocando e perseguindo os quatro até que deferiu uma facada em Plínio quando este perguntou “por que tanto incômodo?”.

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Localizado pela polícia, Fúvio, o assassino, negou que o crime tenha tido razões homofóbicas, alegando que agiu em legítima defesa. Oi? Legítima defesa com a outra pessoa desarmada e sem qualquer ameaça? Como assim?

Pois é. A versão de Fúvio é completamente diferente da versão contada pelo ex-marido da vítima e do outro casal de amigos que estavam juntos no momento.

Segundo o depoimento do marido assassinado à polícia, Fúvio, antes de deferir a facada que matou seu companheiro, gritou: “Gays tem que morrer!”.

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A polícia agora apura o caso que está sendo julgado pela justiça para definir a condenação do assassino.

Certamente, orientado por um advogado, Fúvio esteja afirmando que não é homofóbico (o que CLARAMENTE É!) e que agiu em legítima defesa para tentar diminuir a pena à qual será condenado. Afinal, se tivesse agido em legítima defesa, qual teria sido a grande ameaça feita por Plínio para que levasse uma facada e fosse morto?

Conta outra… assassino homofóbico SIM e agindo por ódio a orientação sexual. Simples assim.

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).