Os planos de saúde não existem mais. Agora, todos os planos que contratamos são SEGURO SAÚDE.

Como o nome já diz, é agora uma equação estranha – chamada cálculo de tarifação – que diz o quanto você vai pagar pela mensalidade do seguro.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Esse cálculo leva em conta sua saúde (de acordo com a declaração apresentada quando você contrata o seguro e não pode mentir na declaração senão, perde o prêmio), sua idade e seu estilo de vida.

Não há comprovação alguma de que o fato de sermos gays aumenta ou diminui o preço do seguro mas, fato é que somos considerados ainda, para doar sangue, como um grupo de risco e isso inclui toda a comunidade LGBT.

Muito bem, você é jovem, tipo trinta anos, sem doenças pregressas e, contrata um seguro saúde.

Como toda seguradora, ela não passa mais pelo crivo da ANS que é a Agência Nacional de Saúde. Não que isso fosse grande coisa para os antigos planos de saúde mas, é verdade que a agência regulava mais rigorosamente as empresas prestadoras de planos de saúde do que regula as seguradoras de saúde.

VEJA TAMBÉM:  O STF impede de novo uma lei sobre ideologia de gênero | Direitos LGBT

Mas, o pior que poderia ter acontecido com a troca do modelo de saúde particular no Brasil é que as seguradoras causam muito mais problemas para aprovar um procedimento médico do que os antigos planos.

Milhares e milhares de ações contra seguradoras de saúde são propostas diariamente por segurados que esperam o cumprimento do contrato por parte das seguradoras. A Justiça é implacável, ao menos aqui no Estado de São Paulo. Até existe uma Súmula (que é uma decisão que se aplica a todos os processos), do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo de que havendo indicação médica, não podem as seguradoras impedir o segurado de fazer as cirurgias plásticas reparadoras depois de uma cirurgia bariátrica, por exemplo.

Houve neste final de semana, por certo encomendada pela assessoria de imprensa das seguradoras, uma matéria no Fantástico em que se dizia que alguns advogados estariam fazendo fraudulentas ações para pacientes de cirurgia bariátrica.

VEJA TAMBÉM:  Em discurso emocionante, Laverne Cox lembra sua história dá recado para crianças trans

Não existe ação fraudulenta.

Fraude é o que as seguradoras fazem com os segurados.

Juízes não confrontam indicações médicas para a realização de cirurgias ou quaisquer outros tratamentos para pacientes que entram com a ação. A razão disso é que os juízes não vão ficar com um defunto no colo. Eles não negam liminares, porque um médico indicou, o contrato diz que a seguradora tem que pagar e elas, seguradoras, que têm muitos esqueletos no armário, preferem não pagar o tratamento para economizar.

O seguro sempre foi um negócio seguro para as seguradoras e muito arriscado para o segurado.